Resende

EN222 abateu em Resende e está cortada ao trânsito nos dois sentidos

Estrada Nacional 222 (EN222) está cortada em São Martinho de Mouros Foto: Facebook/Município de Resende

A Estrada Nacional 222 (EN222) em São Martinho de Mouros está cortada nos dois sentidos desde segunda-feira, na sequência do abatimento do piso devido ao mau tempo.

"Com a enorme quantidade de pluviosidade, a EN222 começou por apresentar uma simples fissura e, em uma semana, a estrada acabou por abater e foi tomada a decisão de a cortar ao trânsito nos dois sentidos", disse à agência Lusa o presidente da Câmara Municipal de Resende, Fernando Silvério.

O piso da estrada "abateu numa grande extensão" ao quilómetro 115 (Km115), na freguesia de São Martinho de Mouros, em Resende, que liga depois a Barrô em direção a Penajóia, no concelho de Lamego.

"É nesta passagem do final do concelho, junto a Lamego, que a via está completamente cortada, o que dificulta os habitantes de Barrô, que têm de dar uma volta enorme para vir à vila de Resende", indicou.

Além dos "quilómetros a mais, a via é estreita e quando se cruzam dois veículos causa dificuldade", uma "dificuldade acrescida quando um deles é veículo pesado, como o transporte escolar", exemplificou.

Ainda "sem qualquer previsão de reabertura, até pela reparação que é necessária fazer", a alternativa, disse Fernando Silvério, "é muito difícil, porque a EN222 é a única via principal que atravessa o concelho de um lado ao outro".

"Mas os condutores devem respeitar as indicações das autoridades e a sinalização temporária no local", apela o autarca.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

JN/Agências