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Carneiro reitera que faltam respostas imediatas para os afetados pelas tempestades

"É preciso garantir apoios ao setor da agricultura, ao setor das pescas, porque há pessoas que têm as suas vidas totalmente comprometidas", defendeu Foto: António Pedro Santos/Lusa

O secretário-geral do PS reiterou este sábado, em Baião, que faltam respostas imediatas de apoio às populações e empresas que sofreram os efeitos do mau tempo e que a isenção das portagens nas zonas afetadas deve manter-se.

"Faltam respostas imediatas. É isso que as pessoas neste momento me estão a transmitir. E 10 mil euros não é suficiente, na maior parte dos casos, para recuperar as habitações. Portanto, nós propusemos que sempre que o esforço das famílias fosse acima dos 10 mil euros, as famílias deviam comportar até 10% do esforço à luz do rendimento do ano anterior e o que fosse acima, o Estado deve assegurar", disse José Luís Carneiro.

Em declarações antes de uma reunião com militantes e simpatizantes socialistas na sede da concelhia de Baião, no distrito do Porto, José Luís Carneiro reiterou as críticas que fez já na sexta-feira sobre o programa "Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência" (PTRR), criado pelo Governo para responder aos efeitos do mau tempo em Portugal que, desde 28 de janeiro, causou 18 mortes e centenas de feridos e desalojados.

"É um plano de intenções e como plano de intenções é um plano naturalmente bem intencionado. Agora, o que importa dizer nesta fase é que há questões de urgência que têm de ser resolvidas, nomeadamente a recuperação das habitações", referiu.

Recordando algumas das 70 propostas que o PS apresentou fazer face a esta "situação de urgência", como lhe chamou, José Luís Carneiro defendeu que "é preciso garantir às empresas que o Estado, para além do endividamento, também dá apoios a fundo perdido".

"Em terceiro lugar, é preciso também garantir apoios ao setor da agricultura, ao setor das pescas, porque há pessoas que têm as suas vidas totalmente comprometidas. O primeiro-ministro apresentou um plano até 2034. Bom, é uma boa intenção, mas é evidente que não é com um plano de intenções que vai até 2034 que dá resposta às situações de urgência e é disso que nós estamos a falar agora", acrescentou.

Questionado sobre se compreende que o PTRR seja votado em abril, o líder socialista disse que o porquê dessa data "é uma questão que merece ser esclarecida".

"Remeter para abril um plano cujo financiamento ainda não se conhece de onde virá. Vou aguardar também pela conversa que tenho [agendada] com o primeiro-ministro na quarta-feira para ver se nos consegue responder a estas questões", apontou.

Insistindo no prolongamento da isenção de portagens nas zonas afetadas, José Luís Carneiro defendeu que "enquanto não estejam repostas as condições de mobilidade rodoviária, nos termos que existiam antes desta tempestade, os cidadãos desses municípios devem ficar isentos do pagamento dessas portagens".

JN/Agências