A Câmara de Arouca aprovou o projeto de ampliação dos Paços do Concelho, que terá um custo de 10,5 milhões de euros. Empreitada consiste em criar um edifício novo no terreno contíguo ao imóvel atual e terá um prazo de execução de dois anos.
Ainda não há data para concretização efetiva da obra, mas Margarida Belém, presidente da autarquia arouquense, realçou que a ampliação é "há muito necessária" e adiantou à Lusa que o projeto arquitetónico desenvolvido pela empresa Linhas Ímpares também permitirá concentrar no mesmo local os serviços autárquicos hoje dispersos pela vila e ainda "reforçar a acessibilidade para cidadãos com mobilidade condicionada".
"Teremos assim uns Paços do Concelho modernos e funcionais, valorizando o edifício original, que ficará mais dedicado ao Executivo Municipal. Com a reorganização do espaço envolvente e a criação de uma nova praça, a Câmara ganhará uma nova dignidade", explicou a autarca.
Aprovado por unanimidade da maioria socialista e da vereação social-democrata, o projeto, que custou 44.280 euros, prevê a construção de um edifício novo atrás dos atuais Paços do Concelho, no terreno que há anos funciona como espaço de estacionamento dos funcionários da casa - que passarão a ter parque subterrâneo com capacidade para 60 viaturas.
Devendo absorver 9,5 milhões de euros do valor total estimado para o projeto, o novo imóvel estará dimensionado para 150 trabalhadores - mais 55 do que atualmente - e vai acolher "todos os serviços municipais com atendimento ao público" - parte dos quais estão hoje dispersos por outros edifícios.
No novo bloco ficará também o Arquivo Municipal, que aí passará a dispor de melhores condições para "atendimento a investigadores e público em geral", e um futuro "Espaço Cidadão", que no mesmo balcão reunirá serviços de diferentes entidades públicas.
O edifício já existente, por sua vez, vai manter os gabinetes do executivo municipal e o Salão Nobre, mas, no que se refere aos restantes espaços, atualmente afetos a serviços municipais, deverá ser sujeito a "uma reorganização espacial e funcional".
Melhoria significativa
Margarida Belém destaca ainda duas outras componentes do projeto arquitetónico: na ligação entre os dois edifícios, está contemplada a criação de uma nova praça pedonal com capacidade para realização de alguns eventos; e a "particular atenção às questões da eficiência energética e modernização" - o que a autarca considera particularmente necessário no edifício antigo, onde a problemática da falta de acessibilidade será solucionada "com elevadores que possibilitam o acesso de pessoas com mobilidade condicionada" aos diversos serviços da Câmara.
"O Município encontra-se a aguardar a aprovação da candidatura apresentada ao programa Portugal 2030, que se refere ao aumento da eficiência energética no atual edifício dos Paços do Concelho e representa, só nesse domínio, um investimento na ordem dos 312.000 euros", afirma a autarca, que espera obter a comparticipação máxima de 85%.
Para o restante investimento, a autarquia está a procurar outras formas de financiamento, aguardando, nesse contexto, "reunião com o Secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado".
Recorde-se que a a sede administrativa da Cãmara de Arouca é um edifício datado de 1933 e já desde meados da década de 2010 que a autarquia vem idealizando um projeto que permita melhorar as condições de trabalho dos seus atuais 104 funcionários e garantir espaço a recursos humanos futuros, bem como melhorar o atendimento ao munícipe.