Bancada JN

A PSP contra os adeptos

Braga assistiu a um grande dérbi, onde os guerreiros tiveram que chegar três vezes à vantagem para conseguir vencer. Zalazar redimiu-se ao participar nos três golos e a arbitragem não teve qualquer influência no desfecho.

Foi um dos melhores jogos da Liga. O que ninguém esperava era que a PSP se tornasse na principal protagonista ao censurar uma tarja que os adeptos do Braga prepararam durante semanas.

A PSP diz que "as mensagens nela apostas não evidenciavam qualquer manifestação clara e inequívoca de apoio ao clube". A tarja representava personalidades históricas da cidade e uma frase sobre Bracara Augusta. Esta censura inaceitável foi um abuso de poder e revela uma total incompreensão acerca do que é ser do Braga, um clube indissociável da cidade cujo nome ostenta.

Algo está muito errado quando a PSP tolera todo o tipo de racismo e homofobia (como se viu no Estádio da Luz), permite neste mesmo jogo uma coreografia dos visitantes com insultos ao Braga, mas censura uma tarja que não faz mais do que enaltecer a cidade que nos dá alma.

Pior: em vez de defender os cidadãos, a PSP envolveu-se em vários distúrbios, incluindo a agressão a uma senhora que vídeos documentam. E para reagir à crítica generalizada, veio desculpar-se com riscos relacionados com a pirotecnia que não comunicou previamente.

Explicações e consequências são devidas, incluindo do MAI e da Liga. Porque confiamos na PSP não podemos aceitar aquilo que aconteceu. A arbitrariedade não pode prevalecer. Ou será que só defendem dos abusos da polícia os adeptos de três clubes?

Pedro Morgado