A Indonésia libertou e deportou, esta quarta-feira, um norte-americano depois de ter cumprido 11 anos de prisão pelo homicídio premeditado da mãe da então namorada em Bali, anunciou o gabinete de imigração da ilha turística.
Tommy Schaefer foi condenado a 18 anos de prisão pelo homicídio de Sheila von Wiese-Mack em 2014, durante umas férias de luxo em Bali, num caso que ficou conhecido como o "homicídio da mala".
Schaefer foi deportado para os EUA a partir do Aeroporto Internacional de Bali, afirmou em comunicado a responsável pelo gabinete regional de imigração, Felucia Sengky Ratna.
O norte-americano beneficiou de várias remissões por bom comportamento, segundo a agência de notícias norte-americana The Associated Press (AP).
O corpo de Von Wiese-Mack, uma abastada socialite de Chicago de 62 anos, foi encontrado com sinais de violência extrema dentro da bagageira de um táxi estacionado no luxuoso St. Regis Bali Resort, em agosto de 2014.
A filha, Heather Mack, que tinha quase 19 anos e estava grávida de poucas semanas na altura do crime, e o então namorado, de 21, foram detidos na ilha um dia após a descoberta do corpo.
Heather Mack cumpriu sete anos de uma pena de dez anos de prisão em Bali por cumplicidade no homicídio da mãe, tendo sido deportada em outubro de 2021.
A norte-americana foi também condenada a 26 anos de prisão em Chicago, em janeiro de 2024, depois de se ter declarado culpada de ajudar a matar a mãe e de ter colocado o corpo numa mala durante as férias de ambas.
O jornal "Chicago Sun Times" noticiou, esta quarta-feira, que Tommy Schaefer deverá ser detido pelas autoridades norte-americanas à chegada aos EUA para ser presente a um juiz em Chicago, à semelhança do que aconteceu com Heather.
A audiência de Schaefer, que enfrenta acusações de conspiração relacionadas com o homicídio de 2014, está marcada para quinta-feira, segundo o jornal.
"O Tribunal tomará as providências necessárias para que o arguido compareça na audiência", escreveu o juiz Matthew F. Kennelly numa nota judicial registada esta quarta-feira, citada pelo jornal.
Os procuradores afirmaram que Von Wiese-Mack foi "brutalmente espancada após ter sido apanhada de surpresa enquanto estava deitada na cama do hotel" com a pega metálica de um suporte de fruta.
O crime destinava-se a que Heather Mack, Tommy Schaefer e um primo deste pudessem lucrar com os proventos da herança de 1,5 milhões de dólares (1,2 milhões de euros, ao câmbio atual) de Von Wiese-Mack.
O acordo de confissão de Heather, em 2023, alega que Schaefer "espancou repetidamente" a mãe da namorada na cabeça e no rosto, segundo o Chicago Sun Times.