Desporto

"Ministra do Desporto devia ter ouvido" o S. C. Braga, diz António Salvador

António Salvador, presidente do Braga Foto: Miguel Pereira

O presidente do Sporting de Braga considerou esta quinta-feira que a ministra do Desporto, Margarida Balseiro Lopes, devia ter ouvido a versão do clube sobre a proibição da exibição de uma tela num jogo da I Liga de futebol.

"A ministra ouviu uma parte [da Polícia de Segurança Pública] e devia ter ouvido a outra [Sporting de Braga]. Provavelmente vai ouvi-la, penso que haverá uma reunião para a semana para esclarecer esse assunto. Passou-se uma situação grave, que levou a cidade de Braga a unir-se em função de uma censura ao clube, aos adeptos e à cidade, e que não pode voltar a acontecer", disse António Salvador, à margem da apresentação de um estudo na Associação Empresarial de Braga.

Na terça-feira, a ministra da Cultura, Juventude e Desporto defendeu que a análise aos incidentes do jogo entre Sporting de Braga e Vitória de Guimarães de sábado, da 23.ª jornada da I Liga, cabe às entidades competentes, sem leituras políticas.

"Ou nós confiamos nas informações dadas pelas autoridades oficiais, ou não confiamos. Eu confio. E, portanto, há uma análise que não é política, tem de ser técnica e tem de ser feita nesse tipo de eventos pelas autoridades, pelas entidades oficiais", afirmou Margarida Balseiro Lopes, durante a Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto no parlamento.

Após o jogo, o Sporting de Braga deixou críticas à Polícia de Segurança Pública (PSP) por impedir "a exibição de uma tela de promoção ao clube e à cidade", tendo já reunido com a Federação Portuguesa de Futebol e a Liga de clubes, na quarta-feira, para expor a situação.

António Salvador reafirmou hoje a posição do clube, considerando ter sido vítima de "censura".

"Foi um dia negro para a cidade e para os nossos adeptos e que não pode voltar a acontecer", revelando saber que decorrem "investigações dentro da polícia para perceber o que se passou", designadamente a questão da decisão tomada, considerando ainda que, "se fosse hoje, a PSP teria feito as coisas de outra forma".

A PSP informou ter inviabilizado a exibição da tela por questões de segurança dos espetadores, nomeadamente pela natureza inflamável dos materiais, por se encontrarem perto de artefactos pirotécnicos, e também por considerar que as mensagens "não evidenciavam qualquer manifestação clara e inequívoca de apoio à equipa".

JN/Agências