Cultura

Rock no Rio Febras continua a ser grátis e vai ter Clã e Wolfmother

Wolfmother: banda australiana de rock pesado é cabeça de cartaz no segundo dia do Rock no Rio Febras, a 25 de julho Foto: Direitos reservados

O icónico festival de música de Guimarães regressa para a sua quinta edição de 24 a 25 de julho, com pop e hard-rock. Já estão disponíveis os kits de entrada solidária.

"Os primeiros nomes do cardápio do Febras 2026: os Clã sobem ao palco da Quinta da Ponte a 24 de julho. Wolfmother juntam-se a nós no dia 25 de julho, depois de terminada a tour na América do Norte (Washington, Boston, Toronto, São Francisco, Vancouver, Briteiros.... faz todo o sentido)".

São os dois cabeças de cartaz, anunciados pela organização em comunicado, do festival Rock no Rio Febras, em Briteiros, concelho de Guimarães. O grupo pop português atua no primeiro dia e a banda australiana de hard-rock é o chamariz do segundo.

Os organizadores adiantam que "já há kits (que incluem passe de acesso) disponíveis para a quinta edição do festival" no site rockriofebras.pt. Há duas opções de preços: a 10 e a 15 euros. Mas atenção: a entrada continua a ser gratuita.

O festival esclarece: "Para já, estão apenas disponíveis passes incorporados nos kits. Os passes gratuitos ficam disponíveis lá para finais de junho, ou inícios de julho".

"E, claro, todas as receitas continuam a reverter na íntegra para apoiar as valências sociais da Casa do Povo de Briteiros, nomeadamente a construção do Lar de Idosos", refere ainda o comunicado.

A organização promete "mais novidades (bandas nacionais e internacionais) em breve!".

"No que caraças nos fomos meter"

O pequeno festival de música, que se realiza nas margens do rio Febras, atingiu dimensão mediática nacional em 2023, após o Rock in Rio Lisboa notificar o certame, então designado Rock in Rio Febras para mudar de nome, alegando uso indevido da marca e concorrência desleal. O nome escolhido, através de voto popular, foi Rock NO Rio Febras.

Num outro comunicado divulgado em agosto de 2025, a anunciar as datas para edição deste ano, os organizadores assumiram que a raiz do festival se iria manter "absolutamente inalterada".

"Falamos, claro, da missão solidária e identidade do Febras. Apesar da dimensão, notoriedade, complexidade (a ponto de às vezes questionarmos no que caraças nos fomos meter), o festival mantém a sua essência comunitária. É um festival da terra, organizado por gente da terra (e Cia.), que vem dar uma mão quando sai do trabalho, sempre com força nos braços e uma piada na ponta da língua", lia-se na nota.

Segundo os promotores, é esta essência "que permite que o Febras continue a ser o que sempre foi: um evento 100% voluntário e, portanto, 100% solidário".

Redação