Desporto

Villas-Boas elogia motivação do FC Porto, Jesus assume desmoralização

O treinador do FC Porto elogiou esta quarta-feira a capacidade emocional do plantel que tem "na mão", após eliminar o Benfica nas meias-finais da Taça de Portugal de futebol, enquanto o seu adversário assumiu a desmoralização.

"As palestras não definem assim tanto as coisas. É o talento e a crença que temos tido ao longo da época. O que é decisivo é ter na mão jogadores com esta agressividade emocional, capazes de inverter as coisas desta forma, sobretudo no campo de um adversário como o Benfica", afirmou André Villas-Boas.

O FC Porto, que fora derrotado por 2-0 pelos "encarnados" no Estádio do Dragão, ganhou hoje a segunda mão da eliminatória no Estádio da Luz, por 3-1, apurando-se para a final da "Festa do Futebol", no Estádio Nacional.

Villas-Boas destacou o feito de "inverter o destino traçado de o Benfica estar na final" da competição, reconhecendo que recorreu ao facto de o FC Porto ter "tudo a ganhar e o Benfica tudo a perder" para motivar os seus jogadores, destacando que "o primeiro golo foi um grande balão emocional".

"Marcámos numa boa altura e foi um FC Porto arrebatador em todos os sentidos na segunda parte. Demonstrámos muita competência", continuou, sublinhando não ver "problemas" em disputar a final no recinto do Vale do Jamor, que "é sempre histórico".

Sobre a conquista do seu antigo chefe de equipa, José Mourinho, vencedor da Taça do Rei de Espanha pelo Real Madrid, diante do FC Barcelona, Villas-Boas deu os parabéns "ao colega de profissão" que lhe "deu bases para o futuro", reiterando não pretender ultrapassá-lo como "melhor treinador de sempre", porque só fará mais "10 ou 12 anos no futebol".

Jorge Jesus, técnico do Benfica, reconheceu que "foi uma noite que deixou a todos desmoralizados", mas ressalvou que há que "tentar ultrapassar o mais rapidamente possível" e "encarar da melhor forma as duas provas que ainda há para ganhar".

"Esta derrota e a eliminação são pesadas. Tínhamos conquistado 60 ou 70 por cento dessa vantagem e contávamos com a presença na final e não conseguimos defendê-la. Tínhamos três taças. Era uma competição que diz muito aos sócios do Benfica e a mim pessoalmente. Queriamos ganhá-la, mas não conseguimos",sublinhou.

Segundo o treinador das "águias", o Benfica, "principalmente na última meia hora de jogo, perdeu posicionamento, baixou mais do que o normal e o FC Porto soube tirar partido disso", entrando "no espaço com os seus médios e com a largura dos seus alas".

"O segundo golo foi determinante para dar mais capacidade emocional aos jogadores do FC Porto, que teve muito mérito", admitiu.

Redação