O presidente do Governo Regional da Madeira exigiu, esta terça-feira, a substituição do delegado regional da Comissão Nacional de Eleições, Paulo Barreto, por afirmar que dirigentes de outros partidos tinham sido convidados a integrar a comitiva governamental numa inauguração.
Em declarações à Agência Lusa, o delegado na Madeira da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Paulo Barreto, disse que as forças policiais não podem impedir cidadãos, eleitos pelo povo, de participarem em actos oficiais para o qual foram convidados, numa alusão aos incidentes de sexta feira em que uma delegação do PND-M foi impedida pela PSP, com recurso inclusive à violência, de acompanhar a comitiva oficial na inauguração da promenade Funchal - Câmara de Lobos.
"Tendo o delegado na Madeira da Comissão Nacional do Eleições alegado que indivíduos pertencentes a uma organização de extrema-direita teriam sido convidados para um acto oficial, o Governo Regional, responsável pela iniciativa, desmente-o em absoluto", diz um comunicado da Presidência do Governo Regional assinado por Alberto João Jardim.
O juiz Paulo Barreto confirmou ter recebido duas queixas, uma apresentada pela CDU alegando que o Jornal da Madeira tem beneficiado a campanha do PSD, e outra do PND denunciando a forma como dirigentes do partido foram impedidos pela PSP de integrar a comitiva de Alberto João Jardim na inauguração, sexta-feira, do passeio público na zona oeste do Funchal.
O chefe do Governo Regional realça que a "actuação da Polícia de Segurança Pública esteve correcta, pois os indivíduos em causa tentaram perturbar o acto com uma tarja de dizeres provocatórios".
"O Governo Regional entende dever a Comissão Nacional de Eleições substituir o seu delegado na Região Autónoma da Madeira", finaliza.