Segurança

Autarca de Albufeira "cansado" de pedir mais segurança

O presidente da Câmara de Albufeira disse, esta terça-feira, estar "cansado" de pedir um aumento de segurança no concelho, considerando que apesar do diálogo que tem mantido com o ministro da Administração Interna até agora "nada foi feito".

A morte de um turista de 50 anos dez dias depois de ter sido atacado na rua por um gangue, a 15 de Maio, em Albufeira, levou as autoridades britânicas a aconselhar os turistas que viajem para Portugal a serem cautelosos.

Segundo refere, esta terça-feira, o jornal "The Independent", na recomendação para os turistas que se desloquem ao Algarve, as autoridades britânicas afirmam que o número de ataques violentos em Portugal é baixo mas que mesmo assim é necessário ter cuidado.

Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara de Albufeira, Desidério Silva (PSD), mostrou-se cansado de fazer pedidos ao ministro da Administração Interna, Rui Pereira, a quem pediu para "intervir de imediato".

"Há 15 dias falei com o senhor ministro, ontem [segunda-feira] à noite falei com ele e o que eu lhe disse foi que estava cansado de esperar porque desde que falámos não houve evolução nenhuma", afirmou.

De acordo com o autarca não tem havido nenhuma intervenção que o deixe despreocupado, "antes pelo contrário", refere, queixando-se da falta de estratégia, de efectivos e de uma prevenção de proximidade junto das pessoas.

"Se ninguém tem atenção a esta situação e o Algarve só serve para os ministros passarem férias não faz sentido nenhum continuarmos assim, é preciso alguém que segure isto e isso tem que ser no contexto ministerial", sublinhou.

Desidério Silva lembrou que a partir do momento em que os jornais ingleses passam uma mensagem de insegurança sobre o Algarve "é toda a região que sofre e também o país", que é afectado sobretudo a nível económico.

"Tem que ser visto se vale a pena fazer investimentos de monta em termos de promoção se depois não conseguimos assegurar um ponto importante na escolha de um destino que é a segurança", conclui.

Redação