A jornalista e escritora francesa Tristane Banon, que afirma ter sofrido uma agressão sexual, em 2002, de Dominique Strauss-Kahn, vai apresentar queixa por tentativa de violação contra o antigo director do FMI.
"A minha cliente Tristane Banon apresenta queixa por tentativa de violação contra Dominique Strauss-Kahn. Vou enviar a queixa amanhã, terça-feira, 5 de Julho, para a procuradoria, que a receberá na quarta-feira de manhã", explicou o advogado David Koubbi numa entrevista ao site do semanário "L'Express".
"Com a minha cliente, tomámos a nossa decisão antes desta reviravolta de 1 de Julho, a saber em meados de Junho", acrescentou o advogado, numa referência à decisão da justiça norte-americana que na sexta-feira libertou Strauss-Kahn sem fiança. O antigo director do Fundo Monetário Internacional (FMI) não pode, no entanto, sair dos Estados Unidos.
O procurador norte-americano afirmou ter dúvidas sobre as acusações de agressão sexual contra Strauss-Kahn por uma empregada de um grande hotel de Manhattan.
"Levei o tempo necessário porque não queria ser instrumentalizado pela justiça norte-americana", explicou David Koubbi. Depois de ter sido anunciado a 16 de Maio que a sua cliente pretendia apresentar queixa contra Dominique Strauss-Kahn, o advogado indicou quatro dias depois que a decisão de Tristane Banon sobre esta questão tinha "ficado para mais tarde".
Em Fevereiro de 2007, Tristane Banon, actualmente com 31 anos, afirmou à televisão ter sido sexualmente agredida cinco anos antes por Strauss-Kahn. Na transmissão da entrevista, o nome do agressor não era perceptível.
Em França, o período para a prescrição do crime de tentativa de violação é de 10 anos.