Política

Bernardo Bairrão pediu auditoria à sua actividade na Media Capital

Bairrão exige "respeito" pelo seu "bom nome" Global Imagens/Jorge Amaral

O gestor Bernardo Bairrão, que foi convidado para secretário de Estado Adjunto do ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, afirmou, este sábado, que pediu uma auditoria à sua acção na Media Capital, empresa que deixou em Junho.

Bernardo Bairrão falava à SIC sobre as razões que o levaram a pôr o cargo à disposição e como se sentia relativamente ao facto de, presumivelmente, ter sido investigado pelo Serviço de Informações de Segurança (SIS).

O jornal Expresso noticiou, este sábado, que o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, pediu uma investigação a alegados negócios de Bairrão em Angola e no Brasil, o que o foi "categoricamente" desmentido pelo Governo.

Na entrevista, o gestor reafirmou que declinou o convite "por razões pessoais" e defendeu que qualquer pessoa que venha a exercer funções governativas "deve ser escrutinado pela sua actuação no passado".

Quanto ao seu passado, Bernardo Bairrão afirmou-se "tranquilo" e só quer que as conclusões da presumível investigação "sejam claras e transparentes".

Bairrão afirmou que exige "respeito" pelo seu "bom nome" pois é uma "pessoa idónea".

"Se existiu investigação que publiquem as conclusões e acabem com as calúnias", exortou o gestor.

À SIC, o ex-responsável da Media Capital afirmou que nada tem a esconder e negou ter tido quaisquer negócios pessoais em Angola ou no Brasil. As suas ligações a Angola foram no âmbito das suas funções como administrador da Media Capital.

Relativamente ainda a Angola, referiu que apenas fez "uma consultadoria com José Eduardo Moniz a pedido de um amigo" sobre um canal televisivo.

Bernardo Bairrão afirmou que pediu uma auditoria à sua actividade, o que foi aceite pela administração da Media Capital.

"Nunca me aproveitei da minha posição na Media Capital em proveito próprio, nem nunca favoreci terceiros", afirmou Bernardo Bairrão.

Quanto à indisponibilidade para o Governo reforçou a justificação por "questões pessoais" e o "sacrifício que ia impor à família", mas também para não causar "mal estar ao Executivo" já que havia "questões disparatadas" que estavam a ser colocadas contra si.

O gestor não deixou de criticar uma certa postura da política que "tende a agir em função de algumas aparências e pouco com o conteúdo".

Bernardo Bairrão afirmou que nunca contactou directamente com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, mas que este sabia do convite formulado por Miguel Macedo.

Redação