Economia

Ministro não garante reposição integral dos subsídios em 2014

Vítor Gaspar apresentou o OE 2012 Álvaro Isidoro/Global Imagens

O corte dos subsídios de férias e de Natal dos funcionários públicos "só pode ser transitório", disse esta segunda-feira em entrevista à RTP o ministro de Estado e das Finanças, Vítor Gaspar, sem garantir, no entanto, que as prestações iriam ser integralmente repostas a partir de 2014.

"O corte é temporário, [existirá] durante a vigência do programa de ajustamento [negociado com a 'troika'], esse período acaba em 2013", disse o ministro das Finanças.

"Os subsídios fazem parte da remuneração dos funcionários públicos. Um corte nas remunerações só pode ser transitório", acrescentou Gaspar.

O ministro escusou-se contudo a garantir taxativamente que os subsídios serão repostos integralmente a partir de 2014: "Num contexto de crise, fazer promessas incondicionais não é adequado. Não sabemos com precisão o que nos espera."

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, anunciou na semana passada a eliminação dos subsídios de férias e de Natal para funcionários públicos e pensionistas que recebam mais de mil euros por mês.

A medida consta da proposta de Orçamento do Estado que o Governo apresentou hoje no Parlamento.

Redação