Política

Bombos, tachos e balões no desfile da Função Pública contra os cortes

Jorge Amaral/Global Imagens

Cerca das 15.15 horas, centenas de trabalhadores da Função Pública de vários pontos do país começaram a desfilar pela Avenida da Liberdade, em Lisboa. Havia toques de bombo e de tachos, balões e muitas bandeiras. "Quem não manda aqui é o FMI", ouviu-se repetidamente num megafone.

O início do desfile pela Avenida da Liberdade começou, lentamente, cerca das 15.15 horas, em protesto contra os cortes salariais e dos subsídios de férias e de Natal previstos no Orçamento do Estado para 2012.

"Quem não manda aqui é o FMI" era a palavra de ordem através de um megafone.

No início do desfile, Ana Avoila, coordenadora da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, deu o mote: "não aceitamos que nos enganem, queremos o que é nosso por direito".

"Nós não aceitamos, nós não nos vergamos e a 24 de Novembro vamos fazer uma grande greve geral", apelou.

"Eles comem tudo e não deixam nada", de Zeca Afonso, soou pelos altifalantes. Entre fortes toques de bombo, ouviu-se também um sonoro bater de tachos. A mancha colorida de bandeiras revela as diferentes representações sindicais presentes no desfile.

Um grupo de manifestantes desfila com balões de grande dimensão, azuis, com as iniciais STE - Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado.

Às 16.00 horas, ainda havia trabalhadores a entrar no desfile na Rotunda do Marquês de Pombal, quando o início do desfile já passava do meio da avenida.

JN