Economia

CGTP e UGT admitem nova paralisação

Diana Quintela/Global Imagens

A CGTP e a UGT admitiram estar disponíveis para uma nova greve geral se o Governo não partir para as negociações em concertação social de forma séria, mas garantem que não querem "fazer a luta pela luta".

Os líderes das centrais sindicais CGTP e UGT realizaram, em Lisboa, uma conferência de imprensa conjunta de balanço do dia de greve geral, que consideraram um "êxito" tendo mesmo, em sua opinião, "superado" a mobilização da greve geral de há precisamente um ano. Então, afirmaram que a greve geral "envolveu" três milhões de portugueses.

Questionado pelos jornalistas sobre se admitia a realização em breve de uma nova greve geral, caso o Governo nao atendesse às suas pretensões, o secretário-geral da UGT não descartou essa hipótese.

"Se o Governo nos empurrar fazemos uma nova greve geral para defender a luta dos trabalhadores, mas não queremos fazer a luta pela luta, queremos negociação", disse João Proença.

Já no discurso sindical, o secretário-geral da UGT tinha afirmado que o pretendido por esta greve geral é que o "Governo mude o comportamento negocial na negociação colectiva, com sacrifícios equitativamente distribuídos" que permitam à economia "crescer".

Já o secretário-geral da CGTP considerou que greve teve a capacidade de dar "consciência social" dos problemas que os portugueses enfrentam e que será fundamental para a mudança de políticas.

"Temos a certeza que a forte consciência social será lastro de consciência politica que nascerá na sociedade e que há-de sustentar uma alternativa", afirmou o líder sindical.

"As alternativas não virão daqueles nem das políticas que conduziram ao descalabro", acrescentou o responsável.

Redação