É homem, tem entre 30 e 40 anos, já foi pai de outras crianças e atravessa uma crise conjugal, pré ou pós divórcio. Este é o retrato do cliente mais comum do teste de paternidade, segundo um dos laboratórios onde estes exames dispararam.
Há cada vez mais pessoas em Portugal com dúvidas em relação à paternidade. Para ter certezas, recorrem a exames realizados em laboratórios de genética como aquele onde trabalha Ana Coutinho, técnica responsável pela GenoMed ('spin off' do Instituto de Medicina Molecular, em Lisboa, que tem parceiros privados). Neste organismo, "os pedidos têm crescido em média cerca de 50% ao ano, desde 2006".
No Instituto Nacional de Medicina Legal (INML), só no primeiro semestre foram realizados 3057 testes - o total do ano passado ascendeu aos 6505. Mas as recusas são muitas, e acabam por engrossar os testes feitos pelos privados.