Ciúmes doentios terão estado na base da morte da jovem brasileira Denúbia Toxien, de 20 anos, grávida de quatro meses, assassinada pelo companheiro, Júnior Valente, de 26, que esta terça-feira, já detido pela Polícia Judiciária, voltou a tentar suicidar-se.
Segundo soube o JN, o agressor já não conseguia suportar os ciúmes de Denúbia, que entrava em conflito constante com o companheiro, devido à sua atividade profissional, stripper em bares gay e heterossexuais. E sem que o consiga explicar acabou por matá-la, asfixiando-a e batendo-lhe na cabeça com um objeto contundente. Com efeito, segundo soube a PJ, que está a investigar o caso, após a inquirição a Júnior Valente, a única atividade profissional era de stripper. Ganhava a vida despindo-se em bares de Lisboa, gays ou não.
Mas Denúbia não aceitava a profissão do companheiro, desconhecendo-se se os ciúmes eram relativos ao striptease em bares gay ou nos de heterossexuais. Porém, aparentemente, a jovem acreditaria que o companheiro tinha uma relação extraconjugal.
O conflito degenerou em violência no domingo à noite, na casa habitada pelo casal, em Queluz, onde Júnior assassinou a mulher. Mas ainda ontem não sabia o que lhe tinha passado pela cabeça para a assassinar. Sabe, isso sim, que depois de passar por Alcântara, onde esteve a beber bastante, apanhou um táxi.
Tanto assim que quando a GNR o detetou no Cabo Espichel, na altura em que se iria suicidar, estava ébrio. Ontem, no entanto, já nas mãos da PJ, voltou a tentar suicidar-se, mas foi de novo travado. O tribunal determinou-lhe a prisão preventiva e foi levado para a prisão-hospital de Caxias, pelo receio de voltar a tentar suicidar-se.