Sociedade

Vernizes para unhas prejudicais a fetos humanos

Os investigadores descobriram que dez em doze vernizes tinham mais que um dos químicos Arquivo JN

Vernizes de unhas habitualmente usados em estabelecimentos de manicura e cabeleireiros da Califórnia, nos EUA, contêm químicos tóxicos prejudiciais ao crescimento saudável do feto humano, refere um relatório oficial.

O produto inofensivo e comum no quotidiano feminino tem na verdade um "trio tóxico" de químicos, atualmente relacionados com problemas de desenvolvimento fetal.

O relatório do Departamento de Controlo de Substâncias Tóxicas (DCST), a ser publicado esta quinta-feira, assume que a má rotulagem dos vernizes pode prejudicar a saúde das mulheres que trabalham em mais de 48 mil salões de beleza na Califórnia, tal como a das suas clientes.

Apesar de a utilização de químicos em produtos para unhas ser legal se corretamente rotulados, os vernizes em causa estavam identificados como sendo seguros e livres de químicos tóxicos.

A acusação partiu de uma análise aleatória a 25 marcas de vernizes comuns em estabelecimentos de beleza na Califórnia, que alegadamente não continham o "trio tóxico" químico composto por tolueno, ftalato dibutílico e formaldeido prejudicais à saúde quando inalados.

Durante o estudo, os investigadores descobriram que dez em doze produtos contêm mais que um dos químicos, salientando que todas as pessoas expostas podem estar em risco de desenvolver doenças cardíacas e respiratórias.

De acordo com os reguladores químicos estatais, os níveis de agentes químicos são bastante elevados e estão atualmente relacionados com problemas de desenvolvimento do feto humano.

Segundo o DCST, cerca de 121 mil trabalhadores em salões de beleza estão em risco, reforçando que a maioria deles são mulheres americanas e asiáticas.

"Nós sabemos que tanto os trabalhadores como os clientes de salões de beleza estão expostos aos químicos e estamos preocupados com os seus potenciais efeitos", explicou Karl Palmer, responsável pela revisão do relatório.

O procurador do Ministério Público está, agora, encarregue de analisar o relatório do Departamento de Controlo de Substâncias Tóxicas e de decidir se as empresas fabricantes dos vernizes irão enfrentar uma ação judicial, que pode incluir o pagamento de multas, bem como uma ordem para rotular devidamente os químicos em cada verniz.

Redação