As autoridades espanholas, em colaboração com as forças italianas, detiveram, esta quarta-feira, o alegado membro da ETA Lander Fernández, em cumprimento de uma ordem de detenção emitida na terça-feira pela Audiência Nacional, em Madrid.
O ministro do Interior espanhol, Jorge Fernández Díaz, afirmou que "podem registar-se detenções adicionais noutros países europeus".
Até que a ETA anuncie a dissolução permanente, o Governo "vai continuar a atuar contra a organização terrorista", garantiu.
"Esta detenção demonstra que, como dissemos no passado, enquanto a ETA não anunciar a dissolução incondicional as autoridades não baixarão a guarda", afirmou.
"O Governo não negoceia e jamais vai negociar com a ETA. A nossa política antiterrorista não vai mudar. Não vamos negociar em nenhum momento com a ETA nem com os seus presos", declarou.
Em declarações no Congresso de Deputados, o ministro explicou que Lander Fernández era procurado pela justiça e que, como outros, perante as pressões em Espanha e França, tinha fugido para Itália.
Férnandez Díaz explicou que as forças de segurança dispõem de informação de que membros da organização basca, alegadamente escondidos em França, têm tentado fugir para outros países "porque sentem muito próxima a pressão policial".
O governante destacou a rapidez de execução do mandado de captura, confirmando a "boa informação" de que dispunham as autoridades sobre Lander Fernández, que fugiu depois de ter sido acusado pela procuradoria espanhola de pertencer a uma organização terrorista, estragos e danos.