Economia

CDS-PP rejeitou comentar aumento de impostos

O CDS-PP rejeitou, esta segunda-feira, comentar o aumento de impostos anunciado pelo primeiro-ministro, afirmando que "não foram anunciadas ainda quaisquer medidas em concreto", e defendeu que "a concertação social é essencial para o consenso social".

"Nestemomento o que está a ocorrer é a concertação social, que o CDSquer aliás aqui saudar, e não foram anunciadas ainda quaisquermedidas em concreto que mereçam neste momento ser comentadas",afirmou o deputado centrista Adolfo Mesquita Nunes aos jornalistas noParlamento, que rejeitou também comentar a acusação do PS quedisse que o líder centrista, Paulo Portas, foi desautorizado com asdeclarações de Passos Coelho na manhã desta segunda-feira.

"Nãovou comentar uma afirmação de retórica política", respondeuaos jornalistas.

Questionadosobre o aumento de impostos que o Governo está a preparar, conformeo primeiro-ministro anunciou esta segunda-feira, Mesquita Nunessustentou que "as medidas não foram anunciadas" e rejeitou"comentar qualquer medida que não tenha sido ainda devidamenteanunciada e confirmada pelo Governo".

O Governoestá a preparar uma proposta de aumento de impostos, incluindo oIRS, para compensar uma devolução parcial dos subsídios de Natal ede férias retirados ao setor público e pensionistas, anunciou estasegunda-feira o primeiro-ministro.

Emdeclarações aos jornalistas, à saída de uma reunião da ComissãoPermanente de Concertação Social, em Lisboa, Passos Coelho afirmouque "o IRS será imposto privilegiado para o fazer", masadiantou que "a tributação sobre o capital e sobre opatrimónio" poderão também "ajudar a fazer estacompensação".

Para odeputado do CDS-PP, "o importante é realçar a existênciadesta concertação social" e também o facto de ser preciso"encontrar dentro do enquadramento constitucional que o TribunalConstitucional definiu, concordemos ou não com ele, as soluçõespara compensar a medida de corte dos dois subsídios".

Redação