Mais de 87.000 pessoas em todo o mundo assinaram uma petição para a atribuição do prémio Nobel da Paz a Malala Yousafzai, uma adolescente ferida há um mês pelos talibãs no Paquistão.
"Malalanão é apenas uma rapariga, ela fala em nome de todas aquelas quesão privadas de educação devido ao seu sexo", disse ShahidaChoudhary, que fez campanha no Reino Unido para pressionar oprimeiro-ministro David Cameron e altos responsáveis políticos paraque recomendem o nome da adolescente ao comité Nobel norueguês.
"Se oprémio Nobel da Paz fosse atribuído a Malala, seria enviada umamensagem clara de que o mundo apoia aqueles que defendem o direitodas raparigas a terem educação", adiantou.
ShahidaChoudhary salientou que "existem raparigas como Malala no ReinoUnido e no mundo inteiro", adiantando ter sido uma delas.Forçada a deixar o Reino Unido com 16 anos para se submeter a umcasamento arranjado no Paquistão, Shahida conseguiu fugir aos 28anos.
A petiçãofoi lançada pelo 'site' change.org no Canadá e já recolheu noReino Unido cerca de 30.000 assinaturas.
Asnomeações para o Nobel encerram em fevereiro.
Malala foiatingida a tiro, na cabeça e num ombro, no dia 9 de outubro, emMingora (noroeste do Paquistão), por membros do Movimento dosTalibãs do Paquistão (TTP), aliados da Al-Qaida, quando regressavaa casa no final das aulas.
Nareivindicação do atentado, o TTP afirmou ter tomado a adolescentecomo alvo devido ao "papel pioneiro" na defesa da educaçãodas raparigas e de os ter criticado.
A 15 deoutubro, Malala foi transferida para o hospital Queen Elizabeth deBirmingham (centro de Inglaterra), especializado no tratamento dossoldados britânicos feridos no Afeganistão, onde recupera dosferimentos.