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Escolas de Newtown voltaram a receber os alunos

A maioria das escolas de Newtown, cidade dos Estados Unidos onde na sexta-feira um jovem matou a tiro 27 pessoas, entre as quais 20 crianças, já reabriu e retomou as aulas.

Numaaltura em que Newtown ainda está a enterrar as vítimas mortais domassacre e em que o debate sobre a posse de armas ganha uma novaamplitude nos EUA, a maioria das escolas reabriu duas horas maistarde do que o habitual e com segurança redobrada.

Os paisacompanharam as mais de cinco mil crianças que estudam em escolasdaquela cidade, situada no estado de Connecticut.

Segundo aresponsável escolar local, Janet Robinson, a polícia "montouum plano de segurança que estabelece uma presença [policial]acrescida em todas as escolas".

A escolaprimária Sandy Hook, cenário do crime, continua fechada e poderánunca mais abrir, segundo a agência francesa AFP, que acrescenta queos seus alunos deverão ser acolhidos num estabelecimento de ensinoencerrado no ano passado e que está a ser preparado para o efeito.

Nodomingo, o presidente dos EUA, Barack Obama, juntou-se a uma vigíliade oração em Newtown e, no seu discurso, prometeu dedicar-se acombater massacres deste tipo, que se têm tornado regulares nos EUA.Desde que Obama assumiu funções, há quatro anos, já ocorreramquatro.

Segundoinformações de um quadro da Casa Branca, feitas sob anonimato, aojornal The Washington Post, Obama já solicitou a membros do seuexecutivo que formulem propostas sobre a relação entre a posse dearmas e a violência.

De acordocom a mesma fonte, Obama ter-se-á reunido com o vice-presidente, JoeBiden, e com os Secretários de Educação, Arne Duncan, Justiça,Eric Holder, e Saúde, Kathleen Sebelius, para "iniciar otrabalho de encontrar soluções" para "responder àtragédia de Newtown".

Paracometer o crime, o homicida, Adam Lanza, de 20 anos, usou uma arma decalibre militar e duas pistolas para assassinar o pai e as 26 pessoasna escola de Sandy Hook, incluindo a sua mãe, antes de se suicidar.

Redigidaapós a guerra contra a Grã-Bretanha e consequente declaração deindependência, a Constituição dos EUA protege o direito a utilizararmas de fogo, provisão muito enraizada na cultura do país e que,geralmente, vota ao fracasso quaisquer as tentativas de restrição,que teriam de ser aprovadas por todos os 50 estados.

Redação