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Ban Ki-moon condena "crime brutal" que resultou na morte de jovem indiana

Tiago Melo/ Arquivo

O secretário-geral da ONU condenou, este domingo, o "crime brutal" de que foi vítima uma indiana violada e agredida por vários homens e enviou as "mais sinceras condolências" à família da jovem, que acabou por morrer no sábado.

Um porta-voz das Nações Unidas disse que Ban Ki-moon enviou condolências aos pais, familiares e amigos da jovem de 23 anos e "condenou absolutamente" aquele "crime brutal".

"A violência contra as mulheres não deve nunca ser aceite, nunca desculpado, nunca tolerado", disse o mesmo porta-voz, acrescentando que "cada rapariga e cada mulher tem o direito de ser respeitada, valorizada e protegida".

O secretário-geral da ONU apelou ainda ao governo indiano para que tome medidas para acabar com estes crimes e para levar os agressores à justiça, assim como para "reforçar os serviços de apoio às vítimas de violação".

"A UN Women [agência das Nações Unidas para a igualdade de género] e outras partes da ONU estão preparadas para apoiar esses esforços reformistas com apoio técnico e outro tipo de ajudas, se requisitado" adiantou o porta-voz.

A jovem e um amigo, que ainda não foi identificado, regressavam do cinema num autocarro em Nova Deli, na noite de 16 de dezembro, quando foram atacados por seis homens, que despiram os dois, violaram a jovem e atiraram ambos do autocarro, segundo a polícia.

A polícia indiana deteve entretanto seis pessoas por suspeita de envolvimento no ataque, que deixou a jovem com graves ferimentos internos, uma infeção pulmonar e danos cerebrais.

Este caso gerou uma onda de protestos na Índia, que se intensificaram com a notícia da morte.

Redação