O secretário-geral da Confederação Geral de Trabalhadores Portugueses, Arménio Carlos, afirmou, esta sexta-feira, que "o Governo anda à caça da portagem" e que, para o Executivo, "vale tudo para tirar dinheiro às pessoas".
Naquinta-feira, a TVI noticiou a intenção do Governo de introduzirnovas portagens nas autoestradas do país, uma informação que foitambém desenvolvida na imprensa desta sexta-feira.
Para olíder da CGTP, esta medida tem "uma agravante", uma vezque "a maior parte destas SCUT [vias sem custos para outilizador] foram construídas para servirem como alternativa aestradas nacionais completamente degradas e como instrumento paraatrair investimento e dinamizar a economia das regiões".
"Estaideia não faz qualquer sentido. Na nossa opinião, neste momento,até para combater as assimetrias do país e, particularmente, dasregiões do interior, o que se justificava é que o Governoreconhecesse publicamente que as portagens nas SCUT foram uma máopção", afirmou.
ArménioCarlos, que falava aos jornalistas à margem da 7.ª ConferênciaNacional da Inter-Reformados, em Lisboa, deixou mesmo um conselho aoGoverno de Pedro Passos Coelho: "Retire as propostas, revogue asSCUT e dê um sinal de que efetivamente aposta no investimento."
Segundoavançou o Diário Económico, o Governo quer que sejam colocados 15novos pórticos automáticos de cobrança nas autoestradas nacionais,sobretudo do Norte de país e da Grande Lisboa.
A medidaconsta de um documento confidencial do Executivo, entregue à'troika' (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e BancoCentral Europeu) em novembro, durante a sexta avaliação domemorando de entendimento, de acordo com a informação avançadapela imprensa.
OMinistério da Economia esclareceu que o Governo ainda "nãotomou qualquer decisão" sobre a introdução de novasportagens, realçando que as notícias são fomentadas "porparte de quem quer ver enfraquecida a posição do Executivo".