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Confrontos na Praça Tahrir no segundo aniversário da queda de Mubarak

A tensão aumenta na Praça Tahrir, no centro do Cairo, Egito, com centenas de jovens e polícias a envolverem-se em confrontos. A oposição convocou uma jornada de contestação ao presidente Mohamed Morsi, quando se assinala o segundo aniversário da queda de Mubarak.

Alguns manifestantes passaram a noite na Praça Tahrir, epicentro da revolução popular de 2011 que culminou com o derrube do presidente Hosni Mubarak.

Na noite de quinta-feira, manifestantes e polícia envolveram-se em confrontos.

Os manifestantes exigiam a demissão do Presidente islamita, Mohamed Morsi, e tentaram desmontar uma barreira construída com blocos de betão, que bloqueava a entrada numa rua que dá para a Praça Tahrir.

As barreiras foram erguidas em 2012 para proteger vários edifícios governamentais e dos serviços de segurança na área.

O ministro do Interior indicou, citado pela agência France Presse, que cinco polícias ficaram feridos nos confrontos e apelou aos manifestantes para que evitem mais conflitos com as forças da ordem.

Mohamed Morsi, que pertence à irmandade Muçulmana, discursou na quinta-feira, para marcar o aniversário do profeta muçulmano Maomé, tendo apelado aos egípcios para assinalaram os dois anos da revolução egípcia de uma "forma pacífica e civilizada".

Dezasseis partidos da oposição marcaram concentrações para quatro locais distintos da capital egípcia que deverão depois convergir na Praça Tahrir.

A contestação centra-se na lentidão das reformas por parte do Governo eleito e de Morsi, apoiado pela Irmandade Muçulmana, nomeadamente no que diz respeito ao combate à corrupção, justiça social e combate à pobreza.

A Constituição aprovada em referendo em dezembro de 2012 é outro tema que divide a sociedade egípcia, polarizada no apoio aos islamitas e na contestação aos poderes eleitos.

Redação