O presidente cessante do Sporting, Godinho Lopes, garantiu que saí de consciência tranquila e manifestou o desejo de que o seu sucessor consiga cumprir os quatro anos de mandato, para o qual será eleito este sábado.
"Esperoque o futuro presidente traga unidade e tranquilidade ao Sporting eque consiga cumprir os quatro anos de mandato", afirmou GodinhoLopes, depois de ter exercido o seu direito de voto nas eleições doclube, que vão ditar o 42.º presidente dos "leões".
GodinhoLopes, que se demitiu da presidência no início de fevereiro,assegurou que saí tranquilo do cargo e lamentou o facto de nãoterminado o mandato para o qual foi eleito em março de 2011.
"Saiotranquilo, tenho pena de não ter acabado o mandato, acho que mereciae era a forma de concluir o meu programa, que também passava pelareestruturação que eu acho que é fundamental para o futuro",afirmou, acrescentando que vai continuar atento à vida do clube.
Opresidente cessante, que se manifestou "satisfeito" com aafluência às urnas, admitiu não saber como será recordado nofuturo pelos adeptos, mas afirmou: "Quem trabalha em consciênciaacredita que o futuro fará justiça".
PeloEstádio José Alvalade passaram já algumas figuras ilustres doclube, entre as quais os antigos presidentes Filipe Soares Franco eJosé Roquette, e o antigo presidente da Mesa da Assembleia-Geral(AG) Rogério Alves.
A votaçãocomeçou com cerca de 30 minutos de atraso, facto que motivou algunsprotestos dos muitos adeptos que aguardavam na fila à chuva.
Poucodepois da abertura das urnas, às 10.30 horas, Eduardo Barroso,presidente da Mesa da AG, Eduardo Barroso, admitiu que o atraso seficou a dever ao facto de terem votado todos os delegados e elementosque estavam dentro do espaço de voto.
"Peçodesculpa por não ter vindo cá fora explicar aos sócios",disse Eduardo Barroso, reconhecendo que os primeiros votos permitiramresolver alguns problemas, nomeadamente com impressoras.
Os sóciosdo Sporting escolhem hoje o sucessor de Luiz Godinho Lopes napresidência do clube, entre os candidatos Carlos Severino, Bruno deCarvalho e José Couceiro.