O presidente da Comissão Europeia afirmou, esta terça-feira, em Bruxelas, que se instalou uma "espécie de fadiga europeia", acompanhada por uma "falta de compreensão", numa altura em que muitos europeus enfrentam dificuldades.
"Numaaltura em que muitos europeus enfrentam o desemprego, a incerteza e acrescente desigualdade, instalou-se uma espécie de fadiga europeia,acompanhada por uma falta de compreensão", disse José ManuelDurão Barroso, no lançamento do projeto "Uma nova narrativapara a Europa".
Nestecontexto, o presidente da Comissão Europeia defendeu a necessidadede dar uma "resposta clara" a perguntas como 'quem faz oquê?', 'quem decide o quê?' e 'quem controla quem e o quê?'.
Durante asua intervenção, Durão Barroso disse que a unidade europeia nãopode ser tida como certa, alertou para o ressurgimento do populismo edo nacionalismo e considerou "um risco" a "indiferençade muitos pró-europeus".
Peranteuma plateia de personalidades da cultura, o presidente do executivocomunitário defendeu que a integração europeia tem sido "muitomais" do que um projeto de integração económica.
"AUnião Europeia é, fundamentalmente, um projeto político e culturalbaseado em fortes valores humanistas", disse Durão Barroso,apontando a cultura como "um valor fundamental e um forteelemento unificador na integração europeia".
Opresidente da Comissão Europeia defendeu que uma nova narrativa paraa Europa é necessária para que a nova geração continue a contar aHistória da Europa e recorreu a uma comparação: "Como umlivro: não pode ficar apenas nas primeiras páginas, mesmo se estasforem extremamente bonitas. Precisamos de continuar a nossanarrativa, de continuar a escrever o livro do presente e do futuro. Épor isso que precisamos de uma nova narrativa para a Europa".