Economia

Polícias admitem protestos contra medidas de austeridade

O Sindicato dos Profissionais de Polícia anunciou, este sábado, a realização de protestos, caso o Governo avance com o pacote de medidas de austeridade, afirmando que os polícias "atingiram há muito tempo o limite dos sacrifícios".

"OSPP/PSP alerta o Governo para o facto de os profissionais de políciaterem atingido há muito tempo o limite dos sacrifícios. Não hámais margem de manobra para novos cortes", anunciou o sindicatoem comunicado.

Nodocumento, o SPP/PSP assegura que "não aceita quaisquer cortesnos suplementos ou nos salários dos polícias, por serem injustos econtrários a todas as regras democráticas, e está contra o aumentoda carga horária e aumento da idade da reforma".

Osindicato sustenta que a profissão de polícia é de "desgasterápido, onde os profissionais trabalham por turnos, sujeitos a todasas intempéries, existindo mesmo estudos que comprovam que ospolícias têm menos dez anos de esperança de vida que qualqueroutro cidadão".

Nodocumento, o SPP/PSP frisa que os polícias "têm sido sujeitosa uma redução do seu vencimento e visto a sua qualidade de vidabaixar ano após ano", sustentando que o corte nos suplementosque "levaram anos a conquistar, muitos deles devido ao empenho eà luta do sindicato, a confirmarem-se, será o golpe final na vida ena dignidade dos profissionais da PSP".

Para oSindicato dos Profissionais de Polícia, as medidas de austeridadepropostas "vão criar instabilidade na polícia, comprometendo asua capacidade de resposta e a segurança dos portugueses",acrescentando que aumento da idade da pré-aposentação "vemcontribuir para o envelhecimento dos agentes numa instituição quese quer dinâmica".

"Oaumento dos encargos com o subsistema de assistência na doença vaireduzir mais os baixos salários dos polícias, ao mesmo tempo queveem reduzidos apoios médicos. Um verdadeiro contrassenso",lê-se no documento.

Para oSPP/PSP, o Governo deveria "ter coragem para avançar com afusão da PSP e da GNR, sendo criada apenas uma polícia a nívelnacional", sustentando que, "se houver vontade políticapara implementar esta medida, não será necessário fazer maiscortes nos vencimentos das forças de segurança".

Nocomunicado, o SPP/PSP afirma que avançará para formas de luta a"adotar oportunamente", caso o Governo avance com asmedidas de austeridade "altamente penalizadoras" para ospolícias.

Oprimeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, anunciou na sexta-feira numadeclaração ao País um pacote de medidas que vão poupar nasdespesas do Estado 4,8 mil milhões de euros, até 2015, que inclui oaumento do horário de trabalho da função pública das 35 para as40 horas, a redução de 30 mil funcionários públicos e o aumentoda idade da reforma para os 66 anos de idade.

O Governopretende também criar uma contribuição sobre as pensões e prevêo aumento das contribuições para os subsistemas de saúde dostrabalhadores do Estado (nomeadamente a ADSE) em 0,75 pontospercentuais, já este ano. e 0,25 % no início de 2014.

Oprimeiro-ministro anunciou ainda que o Governo pretende limitar apermanência no sistema de mobilidade especial a 18 meses e eliminaros regimes de bonificação de tempo de serviço para efeitos deacesso à reforma.

Redação