O ministro da Economia português apelou, esta segunda-feira, ao investimento espanhol no setor mineiro nacional e ainda nos processos de concessões, como o Porto de Lisboa e de privatizações em curso em Portugal.
O apelofoi deixado por Álvaro Santos Pereira no final de um encontro comempresários dos dois países, em Madrid, organizado pelas entidadespatronais espanhola (CEOE) e portuguesa (CIP) por ocasião da XXVICimeira Luso-Espanhola.
"Apeloàs empresas espanholas para que olhem para as concessões, com as doporto de águas profundas em Lisboa, do metro e autocarros suburbanosem Lisboa e Porto, dos comboios de longo curso. Há váriasoportunidades de investimento", disse.
"Nasminas seria interessante que os empresários espanhóis olhassem paraPortugal. Temos as maiores minas de cobre da Europa, as maiores minasde ferro, ouro, 2 ou 3 milhões de onças e tungsténio. A áreamineira vai ser das que terá maior desenvolvimento nos próximostempos", afirmou.
Os apelosde Santos Pereira foram deixados depois do ministro espanhol daIndústria, Energia e Turismo, Jose Manuel Soria, ter destacado queno atual momento de "extraordinárias relações bilaterais"e de apostas "comuns" no quadro do debate europeu, Portugale Espanha têm andado e vão continuar a "andar de mão dada".
Emparticular, disse, no que toda a fortalecer a competitividade dosetor industrial ibérico para que seja mais capaz de competir em"igualdade de circunstâncias" com os concorrentes emmercados da América e Ásia.
"Temosque procurar que as nossas empresas não tenham custos e obrigaçõesque as empresas com as quais concorrem não têm", disse.
Nestequadro destacou em particular o tema da energia, onde defendeu anecessidade de criar sistemas energéticos "seguros a nível doabastecimento, competitivos nos preços e integrados einterconectados".
Soriaconsiderou que a Península Ibérica "não se pode permitirprescindir de determinadas tecnologias" como o 'fracking'[sistema hidráulico que permite a extração de gás] que, afirmou,criou "milhões de postos de trabalho" nos Estados Unidos.
Tecnologias,disse que, podem criar postos de trabalho e reduzir a dependênciaenergética de Espanha.
Soriadefendeu ainda terminar com "distorções" como "oluxo artificial de aumentar os preços dos direitos de emissão"que em vez de fomentar energias verdes podem contribuir para adeslocalização das empresas.
E insistiuna necessidade de criar "um verdadeiro mercado interior" nocampo energético.
"Denada serve continuar a melhorar as interconexões entre Portugal eEspanha sem saída para o resto da Europa pelos Pirenéus",disse.
Entreoutros aspetos, os empresários defenderam hoje fomentar as sinergiasibéricas para as exportações, com apostas na melhoria dasinfraestruturas de transportes, logísticas e de energia no espaçoibérico e com o resto da Europa.
Avançarno processo de integração europeu, em questões como a uniãobancária e a aposta em medidas de crescimento e de combate aodesemprego, especialmente jovem, são outras das prioridades traçadaspelos empresários ibéricos.