Segurança

Doze anos de prisão para um dos seis acusados por assaltos a carrinhas de valores

O Tribunal de São João Novo, no Porto, condenou, esta segunda-feira, a 12 anos de prisão um dos seis acusados de assaltos a carrinhas de valores, um dos quais junto ao Bingo do Salgueiros, que rendeu 67 mil euros.

O coletivoaplicou ainda penas de oito anos, sete anos e seis anos de meio deprisão a outros três arguidos neste processo.

Os doisoutros acusados encontravam-se em liberdade e foram condenados,respetivamente, a quatro anos e meio e um ano de prisão, com penasuspensa.

Para o queteve a pena mais leve, o juiz deu um conselho: "Veja lá se temjuízo".

Aos quevão cumprir penas de prisão, o magistrado disse: "Tentaram asorte e (...) saiu-vos cara a brincadeira".

De acordocom a acusação, os arguidos vigiavam os horários das carrinhas devalores e, posteriormente, intimidavam os seus ocupantes com armas defogo, apoderando-se de parte dos montantes transportados.

O primeirodos assaltos do grupo, com recurso a veículos com matrículasfalsas, terá ocorrido na manhã de 26 de setembro de 2011 junto aoBingo do Salgueiros, no Porto, frente ao qual três dos arguidos seapoderaram dos montantes depositados numa carrinha de valores daEsegur, que ali se deslocava para recolha de dinheiro.

Osarguidos terão, alegadamente, agredido e apontado uma arma aofuncionário da Esegur, roubaram-lhe mais de 67 mil euros e fugiram apé.

Posteriormente,terão recorrido ao mesmo método de subtração de dinheiro decarrinhas de valores junto de uma cafetaria, conseguindo levar doiscacifos com mais de 10 mil euros.

Terãotentado o mesmo num banco do Porto, na rua de Damião Góis, masacabaram por ser surpreendidos pela PSP.

Em marçode 2012, quatro dos arguidos ter-se-ão deslocado a um supermercadoPingo Doce, em Valongo onde, alegadamente, abordaram um funcionárioda carrinha de valores da Esegur e o manietaram e obrigaram aentregar sacos com dinheiro, no valor de 13 mil euros.

Terãomesmo acabado por disparar uma arma de fogo, e atingiram ofuncionário com dois tiros na perna, após o que se colocaram emfuga.

Na sessãodesta segunda-feira, um dos arguidos, empreiteiro, quis prestardeclarações e disse ser "tudo mentira", com exceção doassalto à carrinha de valores no Pingo Doce de Valongo.

Justificouque estava com "dificuldades económicas" e que a decisãode roubar a carrinha de valores foi feita durante uma conversa decafé uma semana antes do crime.

Redação