O ministro da Economia e do Emprego reagiu, esta terça-feira, cautelosamente aos dados divulgados pelo Banco de Portugal, afirmando que importante é que o país tenha "mais exportações e investimento para sair da crise".
"Achoque, mais que estar a discutir previsões macroeconómicas, importadizer que para sairmos da crise atual precisamos claramente de ter umreforço do investimento. Precisamos de exportar mais e ter um maiorinvestimento, nomeadamente investimento privado", salientouÁlvaro Santos Pereira, que iniciou esta terça-feira uma visitaoficial de dois dias a Angola.
"Oque temos de fazer é termos uma maior diversificação da nossaoferta externa. Temos, obviamente que procurar outros mercados. Temosde apostar em mercados como Angola, Moçambique, Brasil e China, paraconseguirmos fortalecer a nossa componente exportadora",concluiu.
O Banco dePortugal divulgou igualmente as previsões do crescimento para 2013,antecipando uma contração de 2% e não de 2,3%, mas piorou as de2014, esperando que a economia cresça apenas 0,3% e não 1,1%.
Ainstituição espera que o consumo privado contraia 3,4% este ano eabrande o ritmo de queda no próximo ano (-1,4%) e antecipa que asexportações cresçam 4,7% em 2013, e que, em 2014, acelerem ocrescimento (+5,5%).
Acercadestas previsões de crescimento económico, o ministro da Economia edo Emprego limitou-se a dizer que "previsões são previsões".
"Jádisse várias vezes e costumo dizer aos meus alunos na primeira aulade Macroeconomia: previsões são previsões, e estão sujeitas atoda uma série de incertezas, nomeadamente quando as economias sãoabertas, como a economia portuguesa", adiantou.
ParaÁlvaro Santos Pereira, "os indicadores de crescimento económicotêm sido um pouco mais positivos do que à primeira vista" ogoverno esperava e no segundo trimestre de 2013 "mostramclaramente que o desemprego registado tem vindo a diminuir".
De acordocom o Boletim Económico de Verão, divulgado, esta terça-feira,pelo Banco de Portugal, a evolução do desemprego traduz "umaredução muito acentuada tanto do emprego público como do empregono setor privado", tendo esta estimativa implícita uma reduçãodo emprego privado de 5,1% em 2013 e uma queda de 0,3% em 2014.