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NATO não vai participar numa operação militar na Síria

RONEN ZVULUN/REUTERS

O alegado uso de armas químicas na Síria exige uma resposta da comunidade internacional, mas uma intervenção direta da NATO está excluída, declarou esta sexta-feira, o secretário-geral da aliança, Anders Fogh Rasmussen.

"Não vejo papel para a NATO numa reação internacional ao regime" sírio, disse Rasmussen em declarações a jornalistas dinamarqueses citadas pelo jornal Politiken, na sua edição eletrónica.

O secretário-geral da NATO considerou a utilização de armas químicas "um ato terrível e horrível".

"Os ataques químicos constituem uma violação flagrante das normas internacionais, um crime que não pode ser ignorado". Isso "exige uma resposta internacional, de maneira a evitar que se repita", acrescentou.

Até agora, o secretário-geral da NATO tinha insistido na necessidade de uma solução política para o conflito sírio.

Segundo a oposição síria, mais de 1.300 pessoas morreram num ataque com armas químicas contra duas zonas controladas pelos rebeldes perto de Damasco, no passado dia 21. A organização Médicos Sem Fronteiras apontou 355 mortos com "sintomas neurotóxicos" em hospitais onde trabalha.

Peritos da ONU visitaram os locais do ataque e os hospitais onde estão sobreviventes.

Rasmussen afirmou estar convicto que a responsabilidade é do regime sírio. "Não tenho qualquer dúvida que o regime lançou um ataque químico", assegurou.

"Quando se vê quem tem os 'stocks' de produtos químicos e que tem os meios para os utilizar num ataque, pode-se dizer que é o regime", afirmou.

Redação