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Manifestação em Roma provoca confrontos com a polícia

Manifestantes envolveram-se em confrontos com a polícia em Roma Alessandro Bianchi/Reuters

A polícia italiana efetuou, este sábado, várias cargas contra um grupo de manifestantes, nas imediações do Ministério da Economia, em Roma , onde milhares de pessoas protestam contra a austeridade e o Orçamento do Estado para 2014.

Dezenas demilhares de pessoas, provenientes de vários pontos do país, saíram,este sábado, às ruas da capital italiana para protestar "contraa austeridade e a precariedade", num país onde o desempregoalcançou 12,2% da população ativa em agosto e cuja economia, aterceira maior da Europa, enfrenta uma dura recessão.

Nas ruasde Romaestarão cerca de 70.000 pessoas, segundo a organização, 50.000 milde acordo com número divulgados pela polícia, citados pela agêncianoticiosa francesa AFP.

"Protestamoscontra uma austeridade que está a pôr o país de joelhos",afirmou Piero Bernocchi, responsável do sindicato autónomo Cobas,citado pela imprensa italiana.

"Vamoscercar a cidade", gritavam estudantes, citados pela AFP,enquanto marchavam pelas ruas de Roma,que hoje acordou praticamente encerrada.

Mais deuma dezena de pessoas foram detidas ainda antes do início damanifestação, tendo a polícia apreendido correntes, bastões efacas.

Amanifestação foi convocada por sindicatos e movimentosantissistémicos para contestar as medidas previstas no Orçamento doEstado, que tem como objetivo reduzir o défice da Itália para 2,5%no próximo ano.

Um fortedispositivo policial, com 4.000 agentes da polícia, protege váriosedifícios estratégicos, principalmente os ministérios. A maioriadas lojas na capital italiana nem sequer abriu portas por temerincidentes.

Nasimediações do Ministério da Economia as foças de segurançalevaram a cabo várias cargas policiais contra um grupo demanifestantes, muito deles encapuçados, depois de terem sidoatacadas com garrafas e petardos.

A janelade uma agência bancária do UniCredit, o maior banco da Itália, foivandalizada por um grupo de manifestantes.

Testemunhosrecolhidos pelas agências noticiosas internacionais referem quevárias pessoas foram detidas pelas autoridades.

Redação