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Super tufão Haiyan já provocou milhares de mortos nas Filipinas

Erik de Castro/Reuters

O super tufão Haiyan, que sexta-feira atingiu o centro do arquipélago das Filipinas poderá ter provocado 10.000 mortos apenas na ilha de Leyte, anunciou a polícia regional.

"Tivemosuma reunião ontem à noite com o governador e com base nasestimativas do Governo, para já, existem cerca de 10.000 vítimas(mortos)", disse Elmer Soria, chefe da polícia regional aosjornalistas presentes em Tacloban, a capital devastada da provínciade Leyte.

O númerode vítimas da tempestade que registou ventos médios de 235quilómetros por hora e com rajadas a subirem até aos 315quilómetros por hora é, no entanto, ainda muito provisório dadoque as equipas de socorro estão agora mais concentradas em Leyte enão há ainda dados fiáveis doutras zonas da região, apesar damaioria das vítimas poder estar concentrada nesta região do centrodas Filipinas.

Atempestade, a mais forte a atingir o planeta em 2013, dirigi-se parao Vietname onde as autoridades com o apoio de equipas especializadascomo a Cruz Vermelha estão a deslocar as populações maisvulneráveis à tempestade para locais seguros. Mais de 600 milpessoas foram deslocadas de suas casas no Vietname.

"Deslocamosas pessoas de mais de 174.000 casas, o que equivale a mais de 600.000pessoas", disse um responsável pelo socorro no Vietname quetrabalham há vários dias para tentar minimizar o impacto datempestade no país.

Pentágono anuncia ajuda

OPentágono anunciou sábado que vai disponibilizar ajuda àsFilipinas com meios navais e aéreos para fazer face a necessidadesapós a passagem do super tufão Haiyan.

Ocomunicado do secretário de Estado da Defesa dos Estados Unidos,Chuck Hagel, surgiu ainda quando o número de vítimas mortais estavaestimado em 1.200 pessoas e já nessa altura os norte-americanosgarantiam disponibilizarem helicópteros, aviões e equipamentos debusca e salvamento marítimo a pedido das autoridades das Filipinas.

"OSecretário Hegel deu instruções ao Comando do Pacífico para queapoiem a ação humanitária norte-americana nas Filipinas após apassagem do tufão Haiyan", refere a nota.

As NaçõesUnidas, que irão enviar ajuda humanitária para o país, tinhamrevelado esperar uma subida das previsões de 1.200 mortos napassagem da tempestade, números que estão já ultrapassados com asautoridades Filipinas a revelarem só em Tacloban, capital daprovíncia de Leyte, mais de 10.000 vítimas mortais.

OPentágono está a trabalhar com o embaixador em Manila e com aagência norte-americana para o Desenvolvimento Internacional nosentido de acompanhar a situação no país.

Comissão Europeia envia fundos

AComissão Europeia e o Governo britâncio anunciaram, este domingo,que vão libertar três milhões de euros e 5,9 milhões de euros,respetivamente, para ajudar as Filipas.

Os fundosda Comissão Europeia "irão cobrir as necessidades maisurgentes nas zonas mais afetadas" pelo tufão, no centro doarquipélago, disse a Comissão Europeia em comunicado.

A Comissão"e os seus parceiros humanitários irão coordenar de perto asoperações de ajuda, com as autoridades locais e nacionais",acrescentou.

Especialistashumanitários da Comissão Europeia estão já "no terreno"e "a acompanhar a situação" em permanência para avaliarnecessidades adicionais.

Opresidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, propôs, nosábado, uma assistência de urgência a Manila. Face à dimensão dacatástrofe, os Estados Unidos, a Austrália e a Nova Zelândiatambém já se mobilizaram, juntamente com as Nações Unidas.

"Éum dos piores ciclones que o mundo já viu", observou acomissário europeia para a ajuda humanitária, Kristalina Georgieva,manifestando o seu "profundo pesar" pela perda humana dacatástrofe.

Muitoexpostas às catástrofes naturais, como sismos e tufões, asFilipinas já receberam este ano cerca de 13 milhões de euros emajuda humanitária, lembraram os serviços da comissária.

Da mesmaforma, o Governo britânico também vai criar um fundo de cincomilhões de libras (5,9 milhões de euros), tendo o Ministério daCooperação Internacional indicado hoje que o dinheiro seráentregue a diversas organizações para que prestem "ajudahumanitária vital".

O ReinoUnido enviará quatro especialistas em ajuda humanitária para sejuntarem aos esforços internacionais de assistência no apoio àsvítimas do tufão.

A ministrada Cooperação Internacional britânica, Justine Greening,manifestou, este domingo, a sua solidariedade com as vítimas e comaqueles que perderam os seus familiares.

"Muitosmilhares de pessoas em zonas remotas e de difícil acesso perderam assuas casas e tudo o que tinham. Vivem agora ao ar livre", peloque é uma prioridade levar-lhes tendas de campanha, água potável ecobertores, disse a ministra.

Redação