O CDS-PP defendeu que o relatório do FMI divulgado esta quarta-feira confirma o "início de inversão do ciclo económico" e demonstra as diferenças de posição entre esta instituição e o Governo, em várias matérias.
"Orelatório hoje publicado tem dois pontos essenciais: por um ladoconfirma uma lógica de conclusão do programa de assistência (...)e confirma que há o início de uma inversão do ciclo económico,reconhecendo o crescimento no último trimestre", afirmou odeputado e porta-voz do CDS-PP, João Almeida, em declarações aosjornalistas na Assembleia da República.
O deputadocentrista considerou ainda que o relatório do FMI à oitava e nonarevisões do Programa de Assistência Económica e Financeira,divulgado esta quarta-feira, "é muito revelador" dasdiferenças de posições entre o Governo e a 'troika'.
"Ficouclaro que o Governo defendeu outro limite para o défice deste ano eoutro limite do défice poderia ter feito muita diferença emmatérias como o IRS, que poderia ter sido reduzido, do IVA darestauração, que poderia ter sido reduzido, e dos cortes emsalários e pensões que poderiam ter começado num nível superior",exemplificou.
JoãoAlmeida apontou ainda como diferenças entre o Governo e o FMI aposição sobre o custo unitário do trabalho.
"Ficaevidente que foi por pressão do FMI que se voltou a discutir aquestão do custo unitário do trabalho e que foi por pressão doGoverno de Portugal que se entendeu que os custos unitários dotrabalho já tinham sido suficientemente reduzidos, (...) e que oGoverno não está disponível para mais medidas que possam pôr emcausa aquele que é o nível salarial em Portugal", referiu.
Por outrolado, o porta-voz do CDS-PP destacou ainda as diferenças entreGoverno e FMI sobre os cortes da despesa pública, que estaorganização gostaria que incidissem mais sobre salários e pensões.
Por essarazão, João Almeida salientou a importância de Portugal recuperara sua autonomia no próximo ano.
"Quantomenos tempo estivermos na dependência dos nossos credoresinternacionais, mais cedo podemos seguir o nosso próprio caminho,que, como é evidente, é muito diferente", concluiu.