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Guia supremo iraniano diz que Israel está "condenado ao desaparecimento"

O guia supremo iraniano, o "ayatollah" Ali Khamenei, declarou que Israel "está condenado a desaparecer", num discurso perante 50 mil milicianos islamitas concentrados em Teerão.

"Os fundamentos do regime sionista estão fortemente enfraquecidos e está condenado ao desaparecimento. Nenhum fenómeno imposto pela força pode durar", afirmou Khamenei, cujo discurso foi transmitido em direto pela televisão estatal.

O Irão não reconhece o Estado de Israel e apoia movimentos armados que lutam contra os israelitas.

Estas declarações surgem quando as autoridades israelitas têm criticado fortemente os esforços para a conclusão de um acordo entre as potências mundiais e o Irão sobre o controverso programa nuclear. Israel, único Estado da região que assume possuir armamento nuclear, opõe-se a este acordo.

O grupo 5+1 (dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU - Estados Unidos, China, França, Reino Unido e Rússia - e a Alemanha) e o Irão retomam, esta quarta-feira, as conversações em Genebra para tentar concluir um acordo, apelidado de "perigoso" pelo primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

Khamenei rejeitou as alegações de que o Irão e o programa nuclear que desenvolve representem uma ameaça.

"Algumas vezes, os inimigos do Irão, e particularmente o cão raivoso da região - o regime sionista -, afirmam malevolamente que o Irão é uma ameaça para o mundo inteiro", disse Khamenei.

"Não! A ameaça... é o regime sionista e alguns dos seus apoiantes", acrescentou em tom zangado, enquanto a multidão gritava "Morte a Israel" e "Morte à América".

Khamenei atacou também os líderes israelitas, declarando que os "líderes do regime sionista" não merecem "o título humano".

O "ayatollah" fez ainda uma advertência relativamente às ameaças israelitas de possível ação militar contra as instalações nucleares iranianas.

"A nossa reação a qualquer agressão é... uma bofetada na cara que nunca esquecerão", disse.

Redação