Educação

Professores estão há mais de três horas para aceder a galerias do parlamento

Segundo os docentes, os polícias estão a demorar muito tempo no processo de identificação e na revista Paulo Spranger/Global Imagens

Dezenas de professores estiveram mais de três horas para aceder às galerias da Assembleia da República, para assistirem ao debate parlamentar sobre a prova de avaliação dos docentes.

"Isto é uma vergonha. Estou aqui há mais de três horas para entrar", disse um dos professores, concentrado junto a uma das portas da Assembleia da República.

Segundo os docentes, os polícias estão a demorar muito tempo no processo de identificação e na revista.

Enquanto esperam, os professores, que exibem na mão o bilhete de identidade, gritam: "Ditadura" e "Fascismo".

Os deputados Helena Pinto, do Bloco de Esquerda (BE), e Manuel Tiago, do PCP, juntaram-se aos manifestantes, para se inteirarem da situação.

Manuel Tiago disse aos jornalistas que os comunistas vão averiguar tudo o que se está a passar e confrontar a mesa da Assembleia da República e os grupos parlamentares com esta situação.

Para o deputado comunista, é necessário apurar quais "os contornos" da situação, uma vez que as galerias do hemiciclo "não estão cheias e não se pode vedar o acesso às galerias".

Helena Pinto afirmou que o BE já interpelou a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, sobre o que está passar, uma vez que as galerias não estão cheias.

"Todos os cidadãos têm o direito a assistir ao debate. A porta da Assembleia da República está aberta", adiantou

A deputada do BE disse ainda que pediu explicações à polícia, tendo os agentes garantindo que estão a fazer os procedimentos normais.

As bancadas públicas, com capacidade para cerca de 500 pessoas encontram-se apenas semi-preenchidas, e perto de 100 cidadãos, alegadamente professores, gritam "fascistas" e "vergonha" já no átrio da porta lateral do Parlamento, onde os agentes policiais não conseguem fazer o controlo de malas, pastas ou peças de roupa, através do detetor de metais.

O plenário da AR está hoje a discutir duas petições para anular a prova de conhecimentos exigida a todos os docentes contratados que queiram dar aulas e tenham menos de cinco anos de serviço e projetos de lei de todos os partidos relacionados com educação.

Vários milhares de professores estão a manifestar-se no largo fronteiro ao Palácio de São Bento e largas centenas ficaram hoje à espera de entrar no hemiciclo, numa longa fila.

Redação