O corpo do pintor Nadir Afonso, falecido esta quarta-feira, aos 93 anos, vai estar em câmara ardente na quinta-feira, entre as 17 e as 24horas, na Igreja de Santo António do Estoril, anunciou a Fundação com o nome do artista.
De acordocom um comunicado enviado à agência Lusa pela Fundação NadirAfonso, o corpo estará em câmara ardente na Capela de Emaús, naIgreja de Santo António do Estoril, situada junto à estaçãoferroviária.
Na mesmaigreja será realizada uma missa de corpo presente na sexta-feira,dia 13 de dezembro, às 10 horas, seguindo depois o corpo paraChaves, a sua terra natal.
Em Chaves,o corpo do artista ficará em câmara ardente a partir das 17 horasde sexta-feira, na Igreja da Misericórdia, junto à câmaramunicipal.
No sábado,dia 14 de dezembro, haverá uma missa de corpo presente às 10 horas,seguindo depois o cortejo fúnebre para o cemitério de Chaves.
NadirAfonso Rodrigues, de 93 anos, faleceu na manhã desta quarta-feira noHospital de Cascais, onde se encontrava internado.
Nocomunicado, a Fundação sublinha que "o pintor e arquiteto foiuma das figuras-chave da arte portuguesa das últimas sete décadas".
NadirAfonso diplomou-se em arquitetura na Escola Superior de Belas Artesdo Porto e trabalhou com arquitetos de renome como Le Corbusier eOscar Niemeyer, mas viria a trocar esta área pela pintura,alcançando reconhecimento internacional.
Estudoupintura em Paris e foi um dos pioneiros da arte cinética,trabalhando ao lado de Victor Vasarely, Fernand Léger, AugustHerbin, Cândido Portinari e André Bloc.
NadirAfonso representou Portugal na Bienal de São Paulo, no Brasil, em1961 e em 1969.
Foidistinguido, em 1967, com o Prémio Nacional de Pintura, em 1969, como Prémio Amadeo de Souza-Cardoso e ainda condecorado com o grau deOficial (1984) e de Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago daEspada (2010).
A últimagrande exposição do pintor realizou-se no Museu Nacional Soares dosReis, no Porto, em 2010. Nadir Afonso também foi alvo de umaretrospetiva em 1970, na Fundação Calouste Gulbenkian.