Segurança

Mandante do massacre do "Meia Culpa" fica na cadeia

José Queirós, condenado a 25 anos de cadeia por ser o mandante do massacre do "Meia Culpa", em Amarante, pediu a libertação condicional por ter cumprido dois terços da pena, mas o Tribunal de Execução de Penas do Porto recusou a pretensão.

Queirós foi ouvido no início deste mês por juízes Tribunal deExecução de Penas (TEP), no Estabelecimento Prisional do Vale doSousa. O condenado já cumpriu 16 anos de cadeia e pediu recentementepara ser ouvido pelo TEP, uma vez que a Direção de ReinserçãoSocial já tinha emitido um parecer aconselhando a libertação.

Pelo que o JN conseguiu apurar, durante essa audição, Queirósassumiu a responsabilidade do caso que foi classificado como o maiormassacre das últimas décadas em Portugal, quando em 1997, 13pessoas morreram carbonizadas e 22 ficaram gravemente feridas no"Meia Culpa". Mas os juízes do TEP entenderam que aindaera cedo para libertar o condenado.

Na altura José Queirós era dono do "Diamante Negro",também em Amarante, que era concorrente direto do "Meia Culpa".Hoje Queirós diz estar arrependido e pronto para tentar umareintegração na sociedade, contando com o apoio de familiares.

Alexandre Panda