O secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, João Casanova de Almeida, anunciou que, esta terça-feira, foi dado "o passo que faltava" para assegurar a mobilidade dos professores e o regime de reciprocidade entre as regiões e o continente.
"Hojedemos o passo que nos faltava dar no que diz respeito à mobilidadedos docentes", afirmou o governante no final de uma reunião emque participaram os responsáveis das secretarias regionais daEducação dos Açores, da Madeira e o secretário de Estado doEnsino Básico e Secundário, João Grancho.
"Amobilidade ficou assim assegurada e também o regime de reciprocidadeentre as regiões e o continente. Completamos assim um ciclo que tema ver com a mobilidade [tendo] professores em todas as regiões dopaís", salientou.
JoãoCasanova de Almeida destacou que "esta alteração já produziráefeitos para o próximo ano letivo".
"Tratamosdas questões da intercomunicabilidade do grupo de EducaçãoEspecial que não era coincidente - o do continente com os dasregiões autónomas", referiu.
Nesteencontro foi assinado um outro protocolo de colaboração entre asduas regiões autónomas e a secretaria de Estado do Ensino Básico eSecundário que visa a constituição de uma equipa para estudar aEducação Especial nos vários domínios, um grupo que deveráapresentar um relatório sobre o trabalho desenvolvido no prazo de 60dias.
"Oprotocolo visa refletir sobre os normativos da Educação Especialtendo presente a manutenção da escola inclusiva, saber quais asmelhores respostas a mobilizar para promover o sucesso dos alunos,para atender às diferenças de cada um deles", destacou JoãoGrancho.
Estesecretário de Estado adiantou ter ficado igualmente decididorealizar uma conferência nacional sobre a promoção do sucesso eprevenção do abandono escolar por ocasião da próxima reuniãoentre os responsáveis regionais e nacionais da Educação que estáagendada para abril, visando "mobilizar sinergias".
"Hojea promoção do sucesso passa pela diversificação das ofertaseducativas, de percursos para todos os alunos em função das usasaptidões e das necessidades do país e das empresas",sublinhou.
JoãoGranjo considerou ainda que "estes encontros são extremamenteimportantes ao nível da determinação de políticas que conduzam osvários sistemas educativos para um caminho de sucesso que seaproxime, e se possível, ultrapasse os resultados da Europa".
Todos osresponsáveis salientaram a importância da regularidade destesencontros para encontrar soluções para os vários sistemaseducativos.