A despesa da administração central aumentou 2% até março face ao período homólogo, devido ao aumento das transferências e dos juros, ao passo que a receita subiu 7,3%, devido sobretudo ao crescimento da receita fiscal.
De acordocom a síntese de execução orçamental de março, publicada estaquarta-feira pela Direção-Geral do Orçamento (DGO), a despesaacumulada com juros e outros encargos da administração centralaumentou 18,9%, sendo que, dentro desta rubrica, o que mais pesouforam os juros e encargos da dívida pública, que subiram 41,9% noprimeiro trimestre.
A DGOjustifica esta evolução dos juros e encargos da dívida públicacom o aumento da rubrica Obrigações do Tesouro (OT), uma vez queforam realizadas operações de recompra deste tipo de instrumento dedívida em março.
Já adespesa com transferências aumentou 3,4% até março, uma evoluçãoque se deveu essencialmente às transferências para a segurançasocial (+6,4%) e para a administração local (+16,5%).
A receita,por seu lado, apresentou um acréscimo de 7,3% nos três primeirosmeses do ano face ao período homólogo, um desempenho que se deveusobretudo à receita fiscal da administração central, que cresceu4,3%.
Noprimeiro trimestre de 2014, o Estado arrecadou 8.463,2 milhões deeuros em impostos, o que representa um aumento de 366,8 milhões deeuros face ao montante cobrado em igual período de 2013.
Estaevolução deveu-se principalmente aos impostos diretos, queaumentaram 7,8% nos três primeiros meses do ano e, em menor grau,aos indiretos, que subiram 2,2% até março, em termos homólogos.