Educação

Fenprof diz que vagas a concurso são insuficientes

A Federação Nacional de Professores reiterou, esta terça-feira, que são insuficientes as quase 2.000 vagas que o Ministério da Educação vai abrir no âmbito da vinculação extraordinária de docentes para resolver a precariedade no setor.

A federação considera que o ministério deveria integrar nosquadros todos os professores que tenham completado três anos deserviço para cumprir a lei geral e a diretiva comunitária nessesentido (1999/70/CE, de 28 de junho), que obriga os estados membrosda União Europeia a tomar medidas para evitar "o abuso e adiscriminação" dos trabalhadores contratados a termo.

"Hoje saiu o aviso de abertura referente a esse concurso, aode mobilidade interna, contratação inicial e reserva derecrutamento", afirma a Fenprof, depois de na segunda-feira tersido publicado o despacho que contempla 1.954 vagas para os Quadrosde Zona Pedagógica (QZP).

Em comunicado, a estrutura sindical insiste que a realizaçãodaquele concurso externo extraordinário está "muito longe deresolver a vasta precariedade laboral, fomentada durante muitos anos,por opção ideológica e por razões economicistas de sucessivosgovernos".

De acordo com a Fenprof, nos últimos anos aposentaram-se mais de25.000 docentes", dos quais 6.000 ao longo do presente anoletivo.

A Fenprof defende que o ministério deveria, neste momento e nãoapenas em 2015,lançar um concurso global intercalar com todas assuas fases (interna e externa).

As quase duas mil vagas destinam-se a educadores de infância eprofessores dos ensinos básico e secundário.

Os grupos de recrutamento que vão ter mais vagas a concurso serãoas de disciplinas essenciais como Português, Matemática, Física eQuímica, Biologia e Geologia e Ciências da Natureza.

Redação