Política

Costa aceita debates com Seguro quando terminarem os ataques pessoais

Leonel de Castro / Global Imagens

O dirigente socialista António Costa afirmou, domingo, que aceitará debates com António José Seguro quando os apoiantes do atual líder abdicarem de "ataques pessoais" e o PS entrar numa fase de maior serenidade interna.

António Costa falava aos jornalistas no final da Comissão Nacional do PS, ocasião em que fez um apelo para que o debate interno decorra "com muita serenidade".

"Há pessoas que às vezes se exaltam, mas temos de dar o exemplo de serenidade", contrapôs o presidente da Câmara de Lisboa num momento em que tinha à sua volta cerca de uma dezena de pessoas a gritarem por "Seguro" e a mandarem-no para Lisboa.

Questionado sobre quando aceita debates públicos com o atual secretário-geral do PS, António José Seguro, António Costa advogou que primeiro é preciso concluir o processo de preparação das eleições primárias.

"Vamos deixar o partido serenar. Eu tenho uma opção diferente daquela que tem sido seguida pelo António José Seguro, que é falar sobre o país, falar sobre política e não me dedicar a ataques pessoais ou a responder a ataques pessoais ou a minudências estatutárias", respondeu.

Ou seja, de acordo com Costa, "quando a outra parte também estiver a discutir política e não questões pessoais, teremos então condições para ter debates certamente frutuosos".

"Neste momento, obviamente, os debates para discutir questiúnculas pessoais não dignificariam certamente o PS - e para isso não estou disponível para contribuir", advertiu.

Interrogado sobre as divisões cada vez mais profundas entre os socialistas, na sequência da sua intenção de avançar para a liderança do PS, António Costa respondeu: "Podem estar tranquilos".

"Se há coisa que eu já demonstrei saber fazer bem na vida é unir. Já herdei uma câmara [de Lisboa] muito dividida e que felizmente agora está unida", sustentou.

De acordo com o presidente da Câmara de Lisboa, "é preciso perceber que os adversários do PS estão fora do PS e que dentro do partido deve haver relações de camaradagem".

"Por mim, estou tranquilo. Sei que posso contar com todos os socialistas", declarou.

Redação