Segurança

Tribunal mantém penas para homicidas do "Cais de Gaia"

O Tribunal de Gaia decidiu manter as penas de 25 anos de prisão aplicadas a três homens condenados pela morte de um barman, na discoteca Barcas, no Cais de Gaia.

Depois do Tribunal da Relação ter mandado os juízes de Vila Nova de Gaia reformular o acórdão que condenou a 25 anos de cadeia, Mário Correia, conhecido como "Ganola", Rui Pinto e David Barroqueiro, pelo homicídio de um barman, na discoteca Barcas, no Cais de Gaia, as penas acabaram por ser mantidas, esta sexta-feira, com a leitura da nova sentença, no Tribunal de Gaia.

Um dos advogados de defesa, Hélder Cunha e Silva, disse ao JN que ia recorrer das penas.

Os arguidos, que estão em prisão preventiva, dois em Paços de Ferreira e um (Ganola) em Coimbra, voltaram a ser condenados pelos crimes de homicídio e tentativas de homicídio para além de posse de arma proibida.

O tribunal deu como provado que dois dos indivíduos, entre os quais "Ganola", decidiram vingar-se dos seguranças do "Barcas Dance Room", de onde tinham sido expulsos. Regressaram, armados, com um cúmplice. Mário Correia foi o autor dos disparos, atingindo mortalmente o barman Carlos Machado e ferindo gravemente, com seis tiros, o irmão deste, Flávio Machado. O segundo arguido ficou incumbido de impedir entradas e saídas na discoteca, enquanto o terceiro envolvido ficou ao volante do carro preparado para a fuga. A PJ do Porto acabou por deter o trio, incluindo "Ganola", que se tinha escondido em Mangualde.

Os arguidos também foram condenados a pagar um total de 160 mil euros de indemnizações.

Durante o julgamento, "Ganola" admitiu ter efetuado disparos na discoteca mas negou a intenção de matar. Enquanto os outros afirmaram ter participado no crime por coação.

Alexandre Panda