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Violência em manifestação de professores no Brasil

Mais de cem pessoas ficaram feridas Joka Madruga/REUTERS

Uma manifestação de professores na capital do Estado brasileiro do Paraná, Curitiba, degenerou em violentos confrontos com a polícia militar, que recorreu a gás lacrimogéneo e balas de borracha. Há registo de 190 feridos. Veja o vídeo.

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De acordo com a prefeitura de Curitiba, 190 pessoas, 20 delas polícias, foram assistidas devido a ferimentos - 45 tiveram mesmo de ser transportadas para diferentes hospitais da capital do Paraná.

A polícia utilizou bombas de gás lacrimogéneo, balas de borracha e água para dispersar os manifestantes, na sua maioria professores, que reagiram lançando pedras e outros objetos.

Algumas crianças de uma escola próxima do local dos distúrbios tiveram de receber assistência médica por se terem sentido mal devido ao gás lacrimogéneo, informou a prefeitura.

O professor universitário Sérgio Gadini, em greve desde segunda-feira, disse à agência Efe que a situação é "absurda" e comparou o Governo regional do Paraná a uma "ditadura regional do Brasil".

"Não respeitam os direitos humanos. Nunca vi um Governo mobilizar um corpo policial tão grande para uma manifestação pacífica", sublinhou o docente.

O confronto entre polícias e manifestantes ocorreu no Centro Cívico de Curitiba, um espaço que concentra as principais sedes do poder público e onde um grupo de professores está concentrado desde segunda-feira para impedir que se promovam alterações às regras para a reforma.

Os sindicatos dos professores reivindicam uma participação de 20 mil profissionais na manifestação.

O "Estadão Conteúdo", citado pelo "Huffington Post", noticiou a detenção de 17 polícias militares por se recusarem a participar na ação contra os docentes.

Redação