Os Estados Unidos não vão divulgar a quantidade "bastante extensa" de pornografia encontrada nos computadores apreendidos na casa onde vivia Osama bin Laden, no Paquistão.
A Administração norte-americana desclassificou, esta quarta-feira, diversos documentos encontrados na residência de Abbottabad, no Paquistão, onde Osama bin Laden permanecia escondido até ao assalto das forças especiais norte-americanas a 2 de maio de 2011, que então reivindicaram a sua morte.
No total, foram desclassificados cerca de 100 documentos pelos serviços de informações dos EUA.
No entanto, a quantidade "bastante extensa" de material pornográfico que foi encontrada nos computadores apreendidos na residência do líder da organização terrorista al-Qaeda não será revelado.
Brian Hale, porta-voz do gabinete do diretor nacional de Informações (ODNI , na sigla em inglês), anunciou que os conteúdos pornográficos vão continuar a ser considerados "classificados".
"Neste momento não tencionamos divulgar", afirmou ao jornal britânico "Telegraph". "Tendo em conta a natureza do conteúdo a decisão tomada foi a de não divulgar", acrescentou.
Não está esclarecido se a pornografia encontrada pertencia efetivamente a bin Laden, que tinha três mulheres a viverem consigo em Abbottabad, ou a algum dos seus subordinados.
Os documentos revelados esta quarta-feira terão sido apenas uma parte do material que os Estados Unidos pretendem divulgar publicamente. "Há uma considerável quantidade de documentos que serão divulgados" no futuro, referiu Brian Hale.
O processo de desclassificação destes documentos teve início em julho de 2014, frisou o porta-voz, rejeitando que tais revelações tenham ocorrido na sequência de um artigo do jornalista Seymour Hersh, pondo em causa a versão oficial da morte de Bin Laden.