A Internet rebelou-se contra o programa Flash, da empresa Adobe, depois de serem conhecidas mais vulnerabilidades de segurança no software. Todas as versões da extensão para o browser Firefox foram bloqueadas pela Mozilla.
Agora já não é só o iPhone que não tem Flash... Um dos mais odiados softwares dos últimos tempos está cada vez mais na mira das empresas ligadas à Internet.
As diversas versões da extensão para o navegador web Firefox foram bloqueadas pela Mozilla, depois de uma série de vulnerabilidades do programa terem sido aproveitadas por "hackers". Na sexta-feira, diversas falhas de segurança no Flash foram expostas quando 400 GB de documentos da equipa de cibersegurança italiana "Hacking Team" foram divulgados online.
A medida invulgar foi justificada pela Mozilla, empresa responsável pelo Firefox, como uma forma de minimizar a ameaça. "Mesmo sem qualquer atualização, devemos considerar os riscos", garante Mark Schmidt, da Firefox, para quem é melhor bloquear o Flash a deixar "milhões de pessoas utilizarem versões do Flsh que foram ativamente exploradas [por hackers] sem pelo menos deixar um aviso".
Agora, e enquanto o "embargo" estiver em vigor, quem quiser ver conteúdo com Flash (como vídeos, imagens e publicidade), terá de ler o aviso da Mozilla, que garante que o Flash "é conhecido por ser vulnerável" e é preciso usá-lo "com precaução", e aceitar abrir o conteúdo, mesmo assim.
A medida deverá continuar a ser implementada pelo menos até que a Adobe faça a atualização de todas as versões da sua extensão e corrija os erros de segurança do programa, tarefa que tem sido difícil de executar pela empresa nos últimos tempos.
Ao mesmo tempo, o responsável pela equipa de segurança do Facebook, Alex Stamos, também já pediu publicamente à Adobe para acabar com o Flash. Para Stamos (que também foi responsável pela segurança da Yahoo no passado), a Adobe precisa de marcar uma data específica para terminar com o programa para que a indústria tenha tempo para se preparar e "desconetar" os seus produtos da extensão. "Ninguém se dá ao trabalho de reescrever todas as suas ferramentas e fazer a transição para HTML5 se esperar que o Flash viva para sempre. Precisamos de uma data para os encorajar", diz, via Twitter.
HTML5 é apenas uma das alternativas disponíveis para quem quiser abandonar o Flash enquanto plataforma, mas é, sem dúvida, uma das mais acarinhadas pela Web (com o Silverlight, da Microsoft, a marcar, igualmente, pontos), tendo sido, gradualmente, a escolha e quem vê o Flash como uma tecnologia do passado.