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Gâmbia anuncia regresso da pena de morte

O presidente gambiano advertiu que os prisioneiros condenados à morte seriam executados em breve, pondo fim a uma trégua de três anos, durante os quais não foi anunciada qualquer execução no país.

Yahya Jammeh justificou esta decisão com a multiplicação de homicídios no país.

"Durante o Ramadão, alguém enterrou o filho vivo, uns dias antes alguém ameçou de morte outro, que acabou por matar", referiu o chefe de Estado como exemplo, numa reunião com chefes religiosos.

Não existem estatísticas oficiais sobre a criminalidade na Gâmbia, que tem uma população de 1,7 milhões de habitantes.

Em agosto de 2012, o presidente Jammeh anunciou que todos os prisioneiros condenados à morte seriam executados em meados do mês seguinte e, uma semana depois, um grupo de nove detidos foi fusilado por um pelotão de execução.

As execuções causaram a indignação internacional, particularmente a do Senegal, dado que dois emigrantes seus estavam entre os fuzilados.

A Gâmbia aplica atualmente a pena capital às pessoas que mataram outras de forma violenta ou por envenenamento.

Em junho o governo anunciou que ia promover um referendo para uma revisão da Constituição que permita o alargamento da lista de delitos puníveis com pena de morte.

Yahya Jammeh dirige a Gâmbia desde o golpe de Estado de 1994.

Redação