Economia

Funcionários do Novo Banco receiam emigrantes lesados

Clientes lesados do antigo Banco Espírito Santo fazem uma vigília na Av. dos Aliados, Porto PEDRO CORREIA/GLOBAL IMAGENS

Há um ano Ricardo Salgado foi preso e o BES iniciou a queda. Os emigrantes lesados estão a caminho de Portugal e não estão satisfeitos com o Novo Banco.

Faz hoje um ano que Ricardo Salgado foi detido sob suspeita de fazer parte da maior rede de branqueamento de capitais descoberta em Portugal. Horas depois, saiu sob caução de três milhões de euros e, menos de três semanas depois, o Banco Espírito Santo não resistiu. O dia 3 de agosto ficou marcado na memória dos clientes que investiram ou depositaram as poupanças naquele banco, de repente tornado "mau" e depois transformado em "bom" - o Novo Banco -, mas sem solução para devolver os milhões de euros dos clientes lesados.

No dia de hoje, não são os clientes lesados do papel comercial do BES, que acampam em vigília à porta das agências, quem mais assusta os trabalhadores do Novo Banco (NB). O que verdadeiramente os amedronta é a sigla RE, usada para "residentes no estrangeiro". A chegada dos emigrantes já tem levado funcionários a meter baixa psiquiátrica ou a pedir transferência de balcão.

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PEDRO OLAVO SIMÕES E ERIKA NUNES