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Chilenos celebram morte de diretor da polícia de Pinochet

Manuel Contreras era considerado um dos maiores criminosos da história do Chile Carlos Barria/Arquivo Reuters

Manuel Contreras, diretor da polícia política da ditadura de Augusto Pinochet, considerado um dos maiores criminosos da história do Chile, morreu, esta sexta-feira, aos 86 anos.

Contreras, condenado a mais de 500 anos de prisão por torturar, fazer desaparecer e sequestrar elementos da oposição, morreu pelas 22.30 horas (02.30 horas de sábado, em Lisboa) no hospital militar da capital, Santiago, de acordo com uma fonte, citada pela Agência Lusa.

O estado de saúde do antigo general, que sofria de diabetes e cancro, tinha-se deteriorado nos últimos dias.

Manuel Contreras foi o mentor e único diretor da antiga Direção de Inteligência Nacional (DINA), a polícia secreta de Pinochet, à qual foi imputada a maioria das vítimas da ditadura chilena (1973-1990) -- mais de 3.200 pessoas morreram ou desapareceram e mais de 38.000 foram sujeitas a tortura.

Considerado o "braço direito" de Pinochet, foi preso em 2005 pelo sequestro de um jovem opositor e, desde então, condenado em diversos julgamentos.

Redação